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Institucional

Senai completa sete décadas de atuação

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai criar o futuro. É uma afirmação forte e pretensiosa, mas é a realidade. Desde que foi apresentado, em abril deste ano, o Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira é o vetor que desencadeia no País as mudanças que poderão, então, validar a intenção. "O Senai nasceu com o propósito de servir às indústrias em suas demandas por formação profissional especializada. Para isso, precisou também estar à frente e dominar informação tecnológica. Agora, dirige-se para o caminho da inovação, configurando-se como referencial para pesquisa e desenvolvimento", acredita o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller.

Parte importante do Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, significa a ampliação das atividades do Senai para além do que o consagrou em 70 anos de história, a educação profissional. A partir de agora, uma nova configuração de serviços poderá gerar, também, frutos de inteligência tecnológica e conhecimento a ponto de atribuir ao Brasil o status de criador e não apenas de usuário de produtos e inovações, geralmente, importadas.

"O exercício de antever as mudanças tecnológicas já é uma prática no Senai, afinal, precisa-se de atualização para que nossas aulas atendam às demandas das indústrias que nos procuram", diz o diretor-regional do Senai-RS, José Zortéa. "Educação profissional é mais do que ensinar pessoas a trabalharem com tecnologia ou máquinas. Temos como missão ajudar a desenvolver a riqueza local que as cadeias produtivas geram em suas bases. Pedagogicamente, o Senai sempre buscou as melhores práticas", argumenta.

O diferencial será implantar, em todo o Brasil, 23 Institutos de Inovação que atuarão em pesquisas aplicadas com base nas necessidades da indústria em oito grandes áreas estratégicas: produção, materiais e componentes, engenharia de superfícies, microeletrônica, tecnologia da comunicação e da informação, tecnologia da construção, energia e defesa. A distribuição dos Institutos de Inovação em todo o Brasil foi planejada de acordo com as características que já estão naturalmente traçadas por uma outra ação de trabalho do Senai, os Centros Tecnológicos. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, estão sendo implementados o Centro Tecnológico de Polímeros Senai (Cetepo), na cidade de São Leopoldo, especializado na tecnologia da borracha, plástico, adesivos e espumas e o Laboratório de Ensaios do Centro Tecnológico de Polímeros Senai que atua na área de prestação de serviços às empresas e entidades públicas ou privadas, ligadas preferencialmente ao setor de transformação de elastômeros. Outro Centro Tecnológico que passará a atuar na condição de Instituto de Inovação é o Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão (Cetemp). Localizado em São Leopoldo, é um complexo educacional e tecnológico. Foi inaugurado em 1983, voltado à capacitação para o segmento industrial que abrange as áreas de metal-mecânica, siderurgia, petroquímica, celulose e eletroeletrônica.

Para dar conta da implantação dos Institutos de Inovação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) previu um investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão. Os recursos são provenientes de um empréstimo com o BNDES. Todos os 23 Institutos devem estar em funcionamento até 2017. Além do financiamento do BNDES, outros R$ 400 milhões em recursos próprios serão destinados para o incremento dos agora chamados Institutos Senai de Tecnologia, mais 53 Centros de Formação Profissional e aquisição de 81 unidades móveis para atender a qualificação profissional em locais onde ainda não há escolas do Senai. Também foram assinados acordos de cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, e com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha.