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Relações do Trabalho

FIERGS orienta sindicatos nas negociações coletivas

Anualmente, 320 mil cláusulas são negociadas em convenções coletivas no Brasil. Somente no Rio Grande do Sul, este número chega a 56 mil, 16 mil delas ligadas à indústria. Para melhor orientar e facilitar o trabalho dos sindicatos industriais em relação ao tema, a FIERGS realizou, por meio do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência Social (Contrab), nesta terça-feira (10), o Seminário Negociações Coletivas 2012. "Temos de sentar e nos entender. As negociações precisam resguardar o equilíbrio e a sensatez. Os empreendedores não podem ser tratados como vilões, somos heróis diante deste emaranhado de leis e regulamentos", enfatizou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, na abertura do evento.

O coordenador do Contrab, César Codorniz, explicou o objetivo do seminário. "O intuito é a troca de ideias e de conhecimentos, não há a pretensão de determinar qual a estratégia ideal a cada sindicato, mas sim trazer orientações que sejam facilitadoras no processo de negociações coletivas", disse.

Para o analista na área de Relações de Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Ernesto Kieckbusch, o excesso de cláusulas existentes no País só reforça a importância dos acordos coletivos. "Temos de lutar para que o negociado tenha o mesmo valor do legislado. Não é preciso uma legislação tão detalhista, tão complexa. É necessário incentivar ainda mais a negociação, para que aquilo que seja negociado tenha o mesmo valor do que está na lei. Desse modo conseguiremos fazer com que a particularidade de determinada região esteja abrangida, o trabalhador protegido em seus direitos e a empresa tenha segurança jurídica", observou.