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Projetos gaúchos participam da mostra do Inova Senai

Junto da Olimpíada Nacional do Conhecimento e da World Skills Americas 2010 acontece uma série de eventos e atividades paralelas. Entre elas, esta o Inova Senai, que reúne projetos de todo o Brasil. O Rio Grande do Sul foi o Estado que teve o melhor aproveitamento. De sete propostas enviadas ao departamento nacional, cinco delas foram aprovadas para serem apresentadas a todo o Brasil.

Avaliadas pela inovação, utilidade, viabilidade de mercado, entre outros critérios, algumas propostas logo caem no gosto popular. Quem anda pelos pavilhões e vê um carro com acionamento por impressão digital, projetado pelo Centro Tecnólogico de Mecatrônica de Caxias do Sul, logo se impressiona. Um dos visitantes que se empolgou com a novidade foi o estudante de soldagem Daniel Muzi, de 21 anos. "Aqui para o Rio de Janeiro, com tanto assalto e furto de veiculo, a proposta seria bem interessante", defendeu, sem saber que o invento pode ser utilizado até por grandes empresas para o controle da frota.

E grandes empresas são a principal mira dos inventores não só como clientes, mas também como sócias. Apresentar os produtos em nível nacional aumenta consideravelmente as chances de conseguir cativar um empreendedor que acredite na ideia e passe a fabricar o produto em série. Assim pensa o jovem de Venâncio Aires, Luiz Henrique Witz. Junto com outros três colegas, no curso de mecatrônica da Escola de Ensino Profissionalizante Senai Carlos Tannhauser, de Santa Cruz do Sul, ele desenvolveu um carrinho de supermercado inteligente, que já soma os valores dos produtos e o repassa por radiofrequência ao caixa registrador. Ou seja, independente do número de produtos no carrinho, o tempo para efetuar o pagamento no balcão será o mesmo. Não há dona de casa que não pare para conferir a novidade. "Temos que melhorar algumas coisas na parte de antifurto e transmissão de dados. Mas acreditamos que será bem factível, tanto que já iniciamos o processo de patente", comenta.

Quem também já averigua esta possibilidade são os alunos do Centro de Educação Profissional Thomaz Albornoz, de Santana do Livramento, que apresentaram uma unidade de transformação para tecer PET reciclado. A ideia caiu no gosto das comunidades carentes do Rio de Janeiro, tanto que algumas já pediram informações sobre o equipamento.