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Manifestação na FIERGS não pediu mais empregos

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, lamentou que a manifestação ocorrida na sexta-feira (14), na frente da entidade, não tenha priorizado a geração de empregos, limitando-se a defender a redução da jornada de trabalho. "Todos sabemos que o problema atual é a geração de oportunidades de trabalho, é a abertura de novas vagas, e parece que isto não está na pauta dos sindicalistas", disse Tigre. A manifestação pacífica foi promovida pela CUT e CTB, reunindo cerca de 60 sindicalistas e um carro de som.

A posição da entidade é de que a redução da jornada de trabalho terá efeitos negativos no nível de empregabilidade, pois atingirá diretamente as empresas de menor porte, que são majoritárias na economia brasileira e as que mais empregam. Ao elevar seus custos, as pequenas empresas terão que desempregar, sendo que muitas delas ficarão inviabilizadas, fechando suas portas, ou irão para a informalidade, estimulando o subemprego. "As experiências de outros países nos mostra que a redução de jornada é um engano, pois acabou trazendo prejuízos aos trabalhadores, e a maioria das nações europeias teve que se ajustar aos níveis de produtividade e de competição internacionais, disse Paulo Tigre, acrescentando que isto seria trazer para o Brasil "a jornada do desemprego".

Para o presidente da FIERGS, a luta correta é por mais empregos, pela elevação da competitividade, e pelo aumento da renda real dos trabalhadores através da redução dos impostos sobre os cidadãos. "Nessa luta, os empregadores e empregados devem estar unidos, em torno de uma maior competitividade nacional com menos carga tributária sobre os consumidores", disse Tigre.