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FIERGS lança livro sobre a história da industrialização gaúcha

Se a história oficial do Brasil começa em 22 de abril de 1500, com a troca de mercadorias entre os índios que estavam na praia e os portugueses que estavam na proa, onde e quando teria começado a industrialização do Estado mais meridional do País, sem baías nem portos naturais, onde tudo era tão remoto e inóspito aos navegadores europeus? A resposta está no livro Indústria de Ponta - Uma história da Industrialização do Rio Grande do Sul, lançado nesta terça-feira, dia 14, no Teatro do Sesi. A obra, de autoria dos escritores Eduardo Bueno e Paula Taitelbaum, foi solicitada pelo Sistema FIERGS e conta, em 264 páginas, a trajetória do desenvolvimento do Estado a partir da industrialização.

Além de abordar o processo de formação política e econômica do Rio Grande do Sul, Indústria de Ponta pretende mostrar também, que, desde os primórdios de sua história, os empreendedores gaúchos viram-se forçados a enfrentar adversidades maiores que seus congêneres do Centro do País. Entre elas o isolamento geográfico, as dificuldades de comunicação, as agruras da meteorologia, e a seqüência de guerras e conflitos. Questões que são muito valorizadas no livro, na medida que influenciaram os rumos e os destinos das empresas gaúchas.

Em seu discurso, o presidente do Sistema FIERGS, Paulo Tigre, destacou a trajetória da entidade, que é reflexo do trabalho dos industriais gaúchos, e da industrialização do Estado. "O Centro da Indústria Fabril do Rio Grande do Sul e a FIERGS nasceram na década de 30. O Sesi e o Senai têm mais de 60 anos de atividades, e o Instituto Euvaldo Lodi existe há quatro décadas. O livro que lançamos hoje é uma homenagem a cada diretoria e a cada um dos presidentes da FIERGS e do CIERGS que foram protagonistas dos vários capítulos do desenvolvimento gaúcho", afirmou Tigre.

O charque, a capa impermeável e o chip são os marcos da visão que traz o livro Indústria de Ponta − Uma história da Industrialização do Rio Grande do Sul. "As charqueadas são as precursoras da indústria de alimentos. A capa impermeável de A. J. Renner é uma inovação de impacto econômico e social. E o primeiro chip do Brasil com fins comerciais, fabricado em Porto Alegre, nos lança na odisseia da economia planetária. O vinho, a metalurgia e o calçado expressam outros momentos importantes, escritos pela imigração italiana e alemã", relatou o presidente do Sistema FIERGS. Segundo ele, o livro é apenas uma parte inspiradora do movimento de "homens visionários e pioneiros que trabalhavam de maneira incessante e frenética".

No encerramento da obra são analisados o presente e o futuro da indústria gaúcha em tempos de globalização e do Mercosul. Destaque para a petroquímica e o novo uso do plástico, as modernas tecnologias e a era da informática, além da FIERGS hoje e o polo da indústria naval de Rio Grande.