Se encuentra usted aquí

FIERGS cria Comitê Gaúcho da Indústria de Defesa e Segurança

Um grupo de industriais gaúchos vai articular propostas para que o Rio Grande do Sul possa aproveitar as oportunidades da nova Política Industrial de Defesa, do governo federal. O anúncio foi feito pelo presidente da FIERGS, Paulo Tigre, em uma reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, representantes das Forças Armadas e empresários, quinta-feira (11).

Tigre ressaltou que este grupo formará o Comitê Gaúcho da Indústria de Defesa e Segurança, sendo composto, principalmente, por fabricantes com capacidade de fornecer componentes ou produtos finais de pequeno e médio portes ao Exército, Marinha e Aeronáutica. "Nós temos fábrica de carro, transporte, caminhões, aviões. Algumas empresas já estão engajadas. Outras vão precisar olhar um campo com muita possibilidade de crescimento", disse o industrial.

Nelson Jobim esteve na FIERGS para apresentar as oportunidades de negócios da Política Industrial de Defesa. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal ressaltou que o Brasil não pode confundir pacifismo com falta de proteção e, para isto, três aspectos estão sendo repensados para que o País consiga capacitar-se em relação ao tema: a reorganização das Forças Armadas, o serviço militar obrigatório e a indústria de defesa nacional.

Sobre este último tema, o ministro deixou clara a intenção de descentralizar a fabricação de itens, hoje concentrada em São Paulo, e a necessidade de criação de uma capacidade tecnológica independente. "A única hipótese de importação de material de defesa é exatamente através da transferência de tecnologia e a construção deste material no Brasil", enfatizou.

Jobim ainda disse que para oportunizar o crescimento das indústrias brasileiras do setor, deve se criar um ambiente favorável a investimentos maciços na área. "Precisamos organizar um regime legal, tributário e regulatório que determine uma subordinação desta situação aos interesses estratégicos do país", comentou, citando ainda a necessidade de que estes fabricantes também foquem o mercado externo, para não criar uma dependência do poder público brasileiro.