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Alegria dos gaúchos contagia competidores na Olimpíada do Conhecimento

Abraçados à bandeira, boné na cabeça e com o hino do estado na ponta da língua. Assim os alunos do Rio Grande do Sul chegaram, pela manhã, para a cerimônia de abertura da Olimpíada do Conhecimento, maior competição de educação profissional da América Latina, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). "A festa que fazemos ajuda a motivar o grupo, reflete a nossa união e reduz um pouco a ansiedade que toma conta de todos antes do começo das provas", disse o aluno da equipe anfitriã, Jonatan Kettermann, 19 anos, que competirá na ocupação de ferramentaria.

Segundo ele, a alegria também busca contagiar e motivar as outras equipes. "Queremos receber bem todos os participantes e mostrar uma cultura rica em tradições e costumes. O Rio Grande do Sul tem muito mais do que as expressões tipicamente gaúchas como o "bá" e o famoso "tchê", brinca Jonatan.

Na cerimônia, o diretor-geral do Departamento Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem industrial (SENAI), José Manuel de Aguiar Martins, ressaltou o compromisso da instituição com a qualidade do ensino oferecido no país. "Em 2007, no torneio internacional de educação profissional no Japão, o Brasil ficou em segundo lugar, à frente de países como Estados Unidos, Cingapura e o próprio Japão", nações com tradição na formação profissional. Essa é uma prova incontestável de que temos um ensino de qualidade que forma profissionais da mais alta competência.

Apesar da festa, os alunos consideram que competir em casa traz maior responsabilidade para os gaúchos. "A pressão e o dever de fazer bonito é maior", diz o aluno de polimecânica Rodrigo Santos, 21 anos. A alegria entusiasmou Silvano Júnior, 20 anos, que viajou durante quase 20 horas com a equipe do Amazonas. "É gratificante conhecer novas pessoas, lugares, cultura tão diferente e ainda competir em um torneio tão respeitado como esse. Estão nos tratando muito bem", ressalta.

Silvano veio de um estado onde o calor predomina durante todo o ano e disse que essa pode ser uma das grandes dificuldades na competição. "No Amazonas a temperatura fica em torno de 30 graus. Em Porto Alegre, os termômetros marcavam 10 graus quando chegamos. Essa mudança de clima e temperatura influência negativamente."

A euforia também é grande na equipe de São Paulo, que fez muita festa na viagem de ônibus para Porto Alegre e ensaiou gritos para o dia da entrega das medalhas. "Ficamos dois dias na estrada e isso rende boas histórias", conta Alan Cardoso Franco Viana, 19 anos, da ocupação de telecomunicação. Alan diz que a equipe paulista quer fazer bonito como na etapa em Blumenau, onde conquistaram nove medalhas de ouro nas 15 modalidades disputadas.