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Meio Ambiente

Setor couro discute práticas ambientais

Fórum Ambiental tratou dos principais desafios para os curtumes gaúchos

O 1º Fórum Ambiental do Setor Couro, organizado pelo Centro Tecnológico do Couro Senai (CT Couro), em Estância Velha, na quarta-feira (4), reuniu cerca de 200 técnicos, industriais e especialistas do segmento para tratar da fabricação ecologicamente correta de um dos mais tradicionais produtos da indústria gaúcha.

Três painéis trataram especificamente de detalhes pertinentes à produção do couro e as possíveis conseqüências destas práticas ao meio ambiente. Foram abordadas desde a remoção de nitrogênio de efluentes até as novas tecnologias empregadas para a diminuição dos impactos à natureza. "Não existe atividade humana que não gere resíduos. O que precisa ser feito é amenizar os efeitos destes dejetos. Algumas soluções até já existem, mas ainda são economicamente inviáveis", explicou o diretor de Meio Ambiente da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul, Hugo Springer, um dos painelistas.

A coordenadora de Núcleo Tecnológico do CT Couro e representante da União Internacional das Associações de Químicos e Técnicos da Indústria do Couro para a região central da América Latina, Kátia Streit, concorda com Springer. Ela acredita que ainda há muito a ser feito pelos curtumes na área ambiental, mas ao mesmo tempo é necessário enaltecer o comprometimento dos empreendimentos brasileiros com o tema. "Não devemos absolutamente nada pra os curtumes de países desenvolvidos. Nos próximos anos, a tendência é de que a produção mundial de couros se concentre nos países em desenvolvimento. Por isso, precisamos desde já nos antecipar a possíveis problemas ambientais", disse.

O Centro Tecnológico do Couro Senai existe há 43 anos e foi um dos grandes responsáveis pela modernização da produção gaúcha do setor. Desde o ano 2000, a unidade conta com um Sistema de Gestão Ambiental.