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Educação

Educação para a Nova Indústria formará 16,2 milhões de pessoas

Programa foi idealizado pela CNI e será executado por Sesi e Senai

O desafio de aumentar as oportunidades para a formação de profissionais qualificados é o objetivo do programa Educação para a Nova Indústria, lançado nesta terça-feira (28), em Brasília, pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). A ação terá investimentos de R$ 10,45 bilhões nos níveis básico e profissional para 16,2 milhões de brasileiros. Os recursos serão aplicados de 2007 a 2010 na ampliação e modernização da rede de escolas e laboratórios, no treinamento dos professores e na revisão dos conteúdos dos cursos do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O Brasil convive hoje com uma taxa de desemprego na casa dos 10%, enquanto alguns setores encontram dificuldades para contratar trabalhadores. A observação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. "Sempre que a economia cresce acima dos 4%, as empresas enfrentam tal problema", disse. "É o preço que o Brasil paga por não ter dado a atenção necessária à educação", concluiu.

Ajudar o setor produtivo a resolver essa questão e dar uma contribuição ao crescimento sustentado do país são as metas do Educação para a Nova Indústria, idealizado pela CNI. "O programa atende o conjunto de demandas advindas de quatro forças transformadoras do processo produtivo: as novas regiões industriais, as novas tecnologias, a aceleração do ritmo de crescimento e os novos perfis profissionais", destacou Monteiro Neto.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, acompanhou o lançamento do programa e afirmou que no Estado a iniciativa será implementada com agilidade e de acordo com as necessidades regionais. "Nós estamos trabalhando para criar um novo Brasil e uma nova indústria. As pequenas e médias empresas só crescerão se tiverem gestão, tecnologia, financiamento e pessoas com formação", destacou. O programa é uma resposta de todo o parque fabril nacional ao desafio de aumentar as oportunidades.

Pesquisas recentes mostram que trabalhadores com maior grau de escolaridade têm mais chances de encontrar um emprego pela capacidade de absorver e criar tecnologias, além de promover nas empresas um ambiente de conhecimento, criatividade e inovação. Nos últimos anos, observa-se uma elevação da escolaridade média no perfil da força de trabalho para todos os setores da indústria. Nas atividades com maior intensidade tecnológica esse movimento é mais marcante: 85% das contratações dos setores de extração de petróleo e de fabricação de máquinas e equipamentos eletrônicos foram de profissionais com nível médio e superior.