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Presidente da FIERGS destaca os desafios para a competitividade brasileira

Entre 2012 e 2013, o Brasil caiu da 48ª para 56ª posição no ranking do relatório de Competitividade do Fórum Econômico Mundial de Davos. "As principais causas para o resultado foram a falta de infraestrutura básica, ambiente hostil aos negócios com alto índice de burocracia e a piora das expectativas em relação à economia nacional", elencou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, em sua participação no Congresso de Negócios Internacionais, promovido pela Feevale nesta quarta-feira (11). O evento reuniu acadêmicos e empresários no campus da universidade em Novo Hamburgo.

Müller ressaltou que, enquanto a frota nacional de veículos cresceu 107% entre 2002 e 2012, a infraestrutura viária se expandiu apenas 5% no mesmo período. "Apesar deste número, em vez de debater as estradas, ainda discutimos sobre os pedágios", observou, questionando como ser competitivo quando um trabalhador perde até três horas por dia com deslocamento devido à falta de estrutura.

O industrial também destacou o manifesto emitido recentemente pelo Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIERGS, em parceria com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), pedindo a urgente reindustrialização das exportações do País. A elaboração do documento foi motivada pela redução da participação de produtos industriais nas vendas externas, que passou de 59% em 2000, para 37% em 2012. "E o número de empresas exportadoras diminuiu 10% no mesmo período, com elevação de 50% das importadoras", completou. O presidente da FIERGS apontou ainda a promoção de acordos binacionais, além do Mercosul, como fundamental e sugeriu que as indústrias não dependam exclusivamente do mercado externo, mas sim, diversifiquem o foco dos negócios.