
O Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) realizou painel com a presença do presidente da Meta Management Group e BBTN Associate, de São Paulo, Niels Pflaeging e a integrante da BBTN, Valérya Carvalho, nesta quarta-feira, durante o 2º Congresso Internacional de Inovação, promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), no Teatro do Sesi. O tema abordado foi Inovação na Gestão: Liderando com Metas Flexíveis Beyond Budgeting - Guia para Revolução do Desempenho.
Niels falou sobre a dificuldade que as empresas têm em inovar a sua gestão. Segundo ele, é preciso antes entender como são as pessoas. Nessa questão, ele citou dois modelos sobre o comportamento humano que são utilizados nas empresas, a Teoria X e a Teoria Y. A Teoria X, mais conservadora e até então a mais amplamente utilizada, considera que as pessoas não gostam de trabalhar e devem ser controladas por um sistema hierárquico similar a uma pirâmide. A Teoria Y, mais moderna, defende um sistema descentralizado, que admite que as pessoas, nas condições corretas, satisfazem-se em trabalhar.
"O mundo já passou da era industrial, hoje vivemos na era do conhecimento e da informação" afirmou Niels. "O management que conhecemos hoje foi criado em outra época, baseado na Teoria X", complementou. Para ele, modelos muito centralizados tendem a desmoronar em ambientes cada vez mais dinâmicos. "O sistema tradicional de gestão fracassou", disse. De acordo com Niels, "90% daquilo que chamamos de gestão são mecanismos que impedem que as pessoas façam seu trabalho." Niels e Valérya defenderam que o planejamento não funciona no mundo atual, dinâmico. Segundo ela, as metas omitem a realidade. Em contraposição com as metas absolutas e estanques que são utilizadas nas empresas ela propôs metas relativas o mercado e adaptáveis. "É esse modelo que pede o século XXI", afirmou.
Retomando o modelo Y, novo, empregado por empresas como Google e Toyota e considerado o ideal pela sua descentralização e capacidade de lidar com o imprevisto, Niels e Valérya propõem a fórmula da mudança, que multiplica a insatisfação com a situação atual, com a capacidade de visão e os primeiros passos. Juntos, eles devem resultar em algo maior que a resistência à mudança. "É preciso ter coragem e acreditar para mudar".
O 2º Congresso Internacional de Inovação tem como objetivo incentivar ações de estímulo à criação e consolidação de um ambiente inovador e empreendedor nas indústrias, e propor uma reflexão sobre a necessidade de um sistema de gestão estratégica da inovação, visando o desenvolvimento regional que se sustente, independentemente de mudanças ideológicas e políticas. O evento tem o apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS), PUCRS, Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Marcopolo, Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SCT-RS), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Banco do Brasil.
