O hacker assumido Paul Pablos Holman participou do último painel do 3º Congresso Internacional de Inovação com o tema "A arte da inovação na perspectiva de um hacker". Ele compartilhou suas experiências, que mostram que assumir esse papel não significa necessariamente invadir sites, roubar senhas e trazer prejuízos − eles também podem agir para encontrar soluções para os problemas. "Os hackers têm a mente otimizada para as descobertas. Por isso, empresas os contratam - suas mentes estão conectadas querem descobrir o que é possível fazer de diferente", afirmou Holman.
Em seu rol de inventos para solucionar problemas da humanidade, desenvolvidos por meio do laboratório Intellectual Ventures, e apresentado durante o evento, está um projeto que utiliza raios laser para ajudar na erradicação da malária. O projeto foi idealizado a partir do estudo do comportamento dos mosquitos fêmeas transmissores da doença - que atinge 250 milhões de pessoas em todo o mundo. Outra invenção apresentada é focada na redução do aquecimento global - uma espécie de mangueira que chega à estratosfera, composta por partículas que refletem 1% da luz solar − seguras por balões hélios. "O que é melhor, por meio de software podemos testar virtualmente antes de utilizar os experimentos no mundo real. Dessa forma temos maior êxito, com menor risco", analisa o hacker.
Durante a palestra, Holman também mostrou como estamos vulneráveis em relação à segurança no mundo virtual. Com um simples leitor de RFID − comprado pelo e-Bay − é possível que um hacker tenha acesso às senhas de cartões de crédito. "A indústria de cartão de crédito tem um problema de gestão de risco. Eles sabem que é possível fazer esse hackeamento, mas o custo de desenvolver um sistema mais seguro e muito mais caro do que lidar com as fraudes", revela Holman.