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Atividade das indústrias gaúchas cresce em maio, mas não recupera perdas acumuladas

O crescimento de 2,3% na atividade industrial do Estado em maio, na comparação com o mês anterior, sem os efeitos sazonais, não conseguiu suprir totalmente as perdas de -4,7% acumuladas em março e abril. O índice mensal ficou positivo devido ao aumento nas compras de matérias-primas e insumos (6,2%) e na massa salarial (0,3%). Todas as demais variáveis permaneceram negativas: horas trabalhadas na produção (-1,5%), faturamento (-0,9%), utilização da capacidade instalada (-0,5%) e emprego (-0,3%). "Os indicadores continuam mostrando um desaquecimento no setor e poucos elementos que possam justificar uma retomada mais vigorosa para os próximos meses", avaliou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao divulgar o Índice de Desempenho Industrial do RS (IDI-RS), realizado pela entidade.

Nos cinco primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2013, o IDI-RS teve uma queda de -2,1%, puxado principalmente pela forte desaceleração nas compras industriais (-7,7%). "A menor necessidade de insumos e matérias-primas indica uma retração na produção futura", alerta Müller. Também há maior ociosidade nas máquinas e equipamentos com a queda na utilização da capacidade instalada (-2,0%). O faturamento e as horas trabalhadas recuaram -1,5% e -1,1%, respectivamente. Os únicos avanços foram registrados nos indicadores relacionados ao mercado de trabalho: massa salarial real (3,0%) e emprego (0,3%). De acordo com o presidente da FIERGS, a atividade das indústrias gaúchas precisa crescer mensalmente 1,0%, em média, de junho a dezembro, para pelo menos neutralizar as perdas acumuladas até maio.

Ainda nessa base de comparação, dez dos 17 setores industriais pesquisados registraram queda na soma dos cinco primeiros meses de 2014. Os principais responsáveis, em termos de influência sobre o resultado global, foram Metalurgia (-15,4%), Veículos Automotores (-6,1%), Máquinas e Equipamentos (-2,0%) e Couros e Calçados (-2,3%). Os avanços de maior impacto ficaram com Bebidas (7,2%), Alimentos (4,7%) e Borracha e Plásticos (3,6%).

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