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Atividade industrial do RS cresce 6,7%

Setor retomou o crescimento depois de dois anos negativo

A atividade industrial gaúcha cresceu 6,2% em 2007 e foi a quarta maior taxa em 16 anos do Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) da FIERGS. "O ano passado foi marcado pela retomada do setor e as vendas determinaram o bom resultado, somando um aumento de 12,7%", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre, ao divulgar a pesquisa nesta quarta-feira (6/2). Segundo ele, o aquecimento da demanda interna repercutiu a boa safra agrícola, a queda dos juros, o aumento da renda e a expansão do crédito.

As maiores contribuições para a performance da indústria de transformação vieram dos setores de Máquinas e Equipamentos (27%), Vestuário (16,6%), Veículos Automotores (15,5%), Metalurgia Básica (12,9%) e Alimentos (6,2%). O resultado do IDI-RS encerra um ciclo de dois anos de desempenho negativo. "A partir de 2005, o setor industrial do Estado entrou em um processo de desaceleração e acumulou uma retração de 14,5%, empurrando as atividades em 2006 ao mesmo nível de 2001", relata Tigre.

As vendas garantiram os bons resultados do ano com um crescimento de 12,7%. O IDI-RS também foi influenciado pelas compras industriais, que tiveram elevação de 8,5%, em comparação a 2006. "A recuperação das indústrias de transformação poderia ter sido mais vigorosa, mas a continuidade da trajetória de valorização do câmbio ao longo do ano passado foi um fator limitador", disse o presidente da FIERGS, destacando que o setor Calçadista, o mais intensivo em mão-de-obra e com foco nas exportações, tem sido o mais prejudicado e fechou 2007 com desempenho negativo em 0,1%.

Apesar do bom desempenho da produção, as variáveis associadas ao mercado de trabalho não apresentaram o mesmo ritmo, como reflexo das dificuldades enfrentadas pelos setores com maior contingente de trabalhadores. O nível de ocupação, que subiu apenas 1,8%, restringiu a expansão das horas trabalhadas na produção (3,2%) e da remuneração dos trabalhadores (4,7%). O menor nível de emprego foi registrado no setor de Fumo (-6,4%), seguido por Coureiro-Calçadista (-5,4%), Móveis (-2,8%) e Material Eletrônico e de Comunicação (-4%).

De acordo com o presidente da FIERGS, o desempenho industrial terá que crescer cerca de 10% em 2008 para atingir o mesmo nível de atividade de 2004. "O desafio é grande, mas os cenários nacional e internacional, mesmo diante das recentes mudanças de perspectivas, deverão garantir um ambiente propício para essa recuperação", salienta Paulo Tigre.

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