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Baixa demanda interna é principal problema da indústria no RS

Pesquisa

A demanda interna insuficiente, segundo 49,4% dos empresários gaúchos consultados pela Sondagem Industrial divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta quinta-feira (27), foi apontada como o principal limitador a um melhor desempenho do setor no segundo trimestre de 2017 no Estado. “A crise econômica que traz insegurança e reduz o consumo, afeta diretamente a indústria e mantém a cautela do empresário para investir. Nos próximos meses, porém, a expectativa é de uma leve retomada da demanda, crescimento nas exportações e redução no desemprego”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, ao apontar a redução dos juros e da inflação como fatores positivos para o início da recuperação na economia brasileira.

Além da demanda interna, outros fatores que também impediram um resultado mais satisfatório da indústria no trimestre, de acordo com os empresários ouvidos na pesquisa, foram a  elevada carga tributária (46,1%, um decréscimo de 10,8 pontos percentuais sobre o trimestre anterior) e os juros altos (23,2%). Em seguida, apareceram a inadimplência dos clientes (22,4%) e a falta de capital de giro (20,8%).

O índice da produção industrial gaúcha foi de 48,7 pontos em junho, uma queda em relação a maio (52,7). Abaixo dos 50 pontos, indica redução na comparação com o mês anterior. Porém, o valor registrado se revelou o maior para o mês desde 2010. Isso significa que, embora comum, a contração foi a menos intensa em oito anos. Já o indicador de emprego, de 48,2 pontos, igualmente revela queda.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também não sofreu alterações em junho. As empresas utilizaram, em média, 64% da UCI, mesmo patamar de abril e maio. Porém, na avaliação dos empresários, ficou abaixo do normal: o índice de UCI-usual foi de 38,6 pontos. Cinquenta pontos representam a UCI normal para cada período.

A consequência da queda da atividade industrial gaúcha em junho foi a redução dos estoques, que voltaram a ficar próximo do nível planejado pelas empresas depois de cinco meses. O indicador que compara os estoques com o nível planejado caiu para 50,8 pontos. Próximo de 50, o índice reflete estoques ajustados.

FUTURO
Para os próximos seis meses, a expectativa da indústria gaúcha é de crescimento. Em julho, o índice de demanda alcançou 56,4 pontos e, o de emprego, 49,3. Os empresários também esperam expandir as exportações (55,3 pontos) e as compras de matérias­primas (53,6 pontos). O emprego (49,3 pontos), porém, deve continuar em queda, ainda que em um ritmo menor.

A intenção de investimento para os próximos seis meses, todavia, voltou a cair. O índice foi de 45,8 pontos, uma queda de 0,6 na comparação com junho. A parcela de empresas que não pretende investir (58,5%) supera a que pretende (41,5%).