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Brasil amplia relações comerciais com a China

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) liderou a participação de mais de 300 empresários em missão empresarial brasileira à República Popular da China. A iniciativa foi organizada por ocasião da visita da presidente Dilma Rousseff ao país e teve como objetivo estimular o fortalecimento das relações comerciais e o potencial dos investimentos existente nas duas nações. O presidente da FIERGS e do Conselho de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, integrou o grupo. "A iniciativa demonstra a disposição brasileira em estimular o comércio bilateral e as relações de investimentos recíprocos, além de reafirmar a intenção do Brasil em buscar uma parceria econômico-comercial dinâmica e equilibrada com a China", avaliou o industrial.

Na agenda da delegação empresarial em Pequim estiveram incluídos, além de workshop com especialistas no mercado chinês, o Seminário Brasil-China "Para além da complementariedade" e a reunião com investidores chineses interessados no Brasil. Além disso, parte da delegação empresarial participou do Fórum Empresarial dos BRICs (bloco do Brasil, Rússia, Índia e China) para discutir, entre outros temas, o crescimento da importância dos quatro países na economia mundial e o uso de energias alternativas.

Para os empresários brasileiros, o mercado chinês é fundamental, mas eles também cobram limites para as importações oriundas do país asiático. Nos últimos dez anos, a China se converteu no principal parceiro comercial do Brasil, tendo a corrente de comércio avançado 2.300%, alcançando US$ 56,38 bilhões. A pauta das exportações brasileiras continua com forte participação de produtos básicos, mantendo-se uma tendência dos últimos anos, em que minérios de ferro, soja e óleos brutos de petróleo encabeçam as vendas à China. "O desafio maior é aumentar as exportações de produtos com valor agregado, uma vez que 60% da pauta comercial são de matérias-primas", afirmou Paulo Tigre.

A ação foi uma realização conjunta dos Ministérios das Relações Exteriores e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Apex-Brasil e CNI. Como resultado da aproximação estratégica com o mercado chinês, espera-se maior agregação de valor à pauta comercial Brasil-China e o posicionamento de setores nacionais com potencial competitivo no mercado asiático, a exemplo dos materiais eletro-eletrônicos, máquinas e motores, plásticos e derivados e produtos minerais. Juntos, estes segmentos representam 44,49% do total das importações chinesas, conforme dados de 2009 do governo.

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