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Comércio Exterior

Brasil e Polônia buscam aproximação comercial

País Báltico quer atrair investimentos de indústrias nacionais

Depois de passar por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, o Seminário de Oportunidades Brasil-Polônia chegou a Porto Alegre, nesta quarta-feira. O evento, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), o Centro Internacional de Negócios da FIERGS (CIN-RS) da FIERGS e a Agência Polonesa de Informação e Investimentos Estrangeiros, tem a missão de aproximar os dois países, que mantém uma relação comercial crescente nos últimos anos.

E os brasileiros têm motivo para investir na Polônia. Um levantamento internacional com mais de 700 empresas apontou o país como o quinto melhor do mundo e o primeiro da Europa para receber investimentos. Em parte pelo posicionamento geográfico, mas também pela população, que apresenta o contingente europeu mais jovem e com alto grau de qualificação. Dos 38 milhões de habitantes, cerca de 50% têm menos de 35 anos e praticamente o mesmo índice tem formação acadêmica. "Temos hoje excelentes profissionais na área da matemática e em tecnologia da informação. Além disto, são 14 zonas econômicas especiais, criadas para o desenvolvimento industrial. A metade do que for investido no país pode ser abatida em tributos", argumenta o chefe do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Embaixada da República da Polônia, Piotr Maj.

O Brasil, inclusive, pretende aumentar sua presença na Europa a partir de Varsóvia, tanto que criou um Centro de Negócios na capital do país Báltico. "Vemos na Polônia um parceiro estratégico para o desenvolvimento da economia brasileira. Acreditamos também que isto pode ser facilitado pelos fortes laços culturais que unem os dois países, já que muitos poloneses imigraram para o Brasil", comenta Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

Ao Rio Grande do Sul, as oportunidades são ainda maiores. O Estado tem a Polônia apenas na 54ª colocação dentre os principais importadores e como 51ª principal nação para a compra de produtos. "Isto mostra que há um enorme potencial de crescimento, o que valoriza eventos como este", disse o vice-coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIERGS, Frederico Dürr, no evento

realizado na sede da FIERGS.

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