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Ceitec assina acordo tecnológico com empresa alemã

Parceria vai permitir troca de tecnologia, reduzindo a importação de chips

Durante o Fórum Internacional Centros de Design, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), primeira fábrica de semicondutores comercial da América Latina, e a XFab, empresa alemã, assinaram um acordo estratégico de licenciamento para troca de tecnologia. A transferência tecnológica permitirá o uso da tecnologia no Brasil. Com isso, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Luiz Gerbase, o país reduzirá gradualmente a importação de chips. Hoje há um déficit de US$ 4 bilhões na balança comercial brasileira no mercado de chips.

O diretor de planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, disse no evento que uma proposta para que a inovação tecnológica seja a base de sustentação da política industrial está sendo estudada pelo Governo Federal. "Será uma política focada em inovação tecnológica, com metas e incentivos bem definidos", explicou. "As linhas estão sendo repensadas para se adaptarem à nova política industrial e, certamente, teremos alternativas muito mais baixas para os financiamentos", admitiu.

O Fórum Internacional Centros de Design foi realizado pelo Ceitec nos dias 4 e 5 de dezembro, na sede da FIERGS. O evento teve apoio do IEL-RS, Sebrae-RS e CNPq.

O CEITEC

O CEITEC é parte de um esforço do governo brasileiro para desenvolver a indústria de microeletrônica local. É um centro tecnológico especializado em desenvolvimento de projetos e fabricação de circuitos integrados (CIs) − mais conhecidos como "chips", que são as principais peças utilizadas em todos os produtos eletroeletrônicos como TVs, computadores, celulares, automóveis, entre outros.

Os investimentos para a construção do Centro estão na casa dos R$ 200 milhões, um dos maiores investimentos já feitos no RS. Atualmente, o CEITEC já trabalha no desenvolvimento de seus negócios, no projeto dos primeiros "chips" comerciais e na montagem do que será a estrutura para que o Brasil tenha plenas condições de reverter um quadro negativo, gerador de um déficit de mais de três bilhões de dólares anuais.

Com a conclusão das obras da fábrica, prevista para o início de 2008, e o começo da produção de pequenos lotes de chips, o CEITEC estará completamente apto a atender a demanda no Brasil e já está buscando clientes e parceiros no exterior.

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