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Economia

Desempenho industrial no Estado cai 4,4% em 2006

Setor completa dois anos consecutivos de retração

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS), medido pela FIERGS, teve queda pelo segundo ano consecutivo. Apesar de uma pequena vantagem em relação ao ano anterior, 2006 fechou negativo em 4,4%, contra 5,4% em 2005. De janeiro a dezembro, quase todas as variáveis pesquisadas na composição do IDI-RS apresentaram redução: vendas (-7,7%), compras de insumos e matérias-primas (-5,5%), pessoal ocupado (-3,9%) e horas trabalhadas na produção (-6%). A crise econômica de 2006 representou uma perda de aproximadamente R$ 6,5 bilhões em faturamento e uma redução de R$ 630 milhões na massa de salários no setor industrial. Os resultados do IDI-RS foram divulgados na quinta-feira (8), pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre.

O desempenho de 2006 foi negativo em oito dos 16 setores analisados. Os segmentos que apresentaram quadro mais desfavorável estão relacionados às exportações, como é o caso da indústria de máquinas e equipamentos (-9%), couros e calçados (-8%) e alimentos (-7,7%). Houve crescimento apenas nas atividades mais fortemente vinculadas ao mercado interno, com destaque para material eletrônico, com 13,3%, e produtos têxteis, com 10,6%.

Entre as variáveis analisadas, as vendas do setor industrial foram as que melhor refletiram a crise registrada na indústria no Rio Grande do Sul. O ano de 2006 fechou com a maior queda (-7,7%) desde 1992, quando a pesquisa começou a ser realizada pela FIERGS. Como conseqüência, o emprego na indústria teve uma intensa baixa no ano passado (-3,9%) em comparação com 2005 (-0,8%). Os setores com as maiores retrações na contratação de mão-de-obra foram fumo (-21%), couro e calçados (-11,4%), máquinas agrícolas (-10,6%) e móveis (-9,8%).

Apesar da leve recuperação da economia em outubro e novembro, o fechamento de 2006 ficou dentro da previsão. Depois de dois meses de crescimento consecutivo, dezembro caiu 1,1% em comparação com o mesmo mês de 2005. A baixa ocorreu no último mês do ano principalmente pelas vendas (-3,7%) e compras de insumos e matérias-primas (-3,4%). O único indicador que cresceu foi a capacidade instalada (4%).

A expectativa é de que o IDI-RS termine o ano de 2007 com um crescimento de 6,5%. ''No entanto, essa taxa deve ser considerada moderada, pois carrega com ela uma base de comparação muito baixa. Mesmo com a elevação, ainda não atingiremos os níveis de atividade de 2004'', diz Paulo Tigre. As atividades industriais de 2005 e 2006 tiveram índices historicamente baixos.

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