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Empresas suecas apontam entraves e oportunidades para investir no Brasil

O Brasil é atraente para os estrangeiros. Mas a falta de profissionais qualificados e o modelo de tributação são obstáculos para as empresas internacionais que querem investir no País. A declaração foi feita nesta terça-feira (23), pela presidente da Confederação de Empresas Suecas, Signhild Arnegard Hansen, durante visita à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Recebida pelo presidente da FIERGS e do Conselho Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, e pelo diretor-executivo da CNI, José Augusto Fernandes, Signhild Hansen afirmou que o atual sistema de tributação brasileiro é um grande problema para empresas que investem no Brasil. "A complexidade do sistema tributário causa insegurança", explicou a presidente da Confederação de Empresas Suecas.

Apesar disso, Signhild Hansen destacou como positiva a reação da economia brasileira à crise financeira mundial. A CNI estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 5,5% neste ano. "O Brasil tem credibilidade no mercado internacional. Por isso, as empresas suecas têm interesse em participar dos investimentos brasileiros em infraestrutura, educação e serviços," afirmou Signhild Hansen.

Segundo Paulo Tigre, o mercado interno aquecido tem contribuído para o desenvolvimento do País. Ele destacou que o Brasil está pronto para enfrentar novos desafios, como o de estreitar relações comerciais com a Suécia. "Acredito que há oportunidades para algumas empresas brasileiras aproveitarem para fazer negócios e buscar associações com empresas suecas", salientou.

Na avaliação de Tigre, o Brasil precisa aumentar a competitividade para ampliar os negócios no mercado internacional. "Isso exige maior investimento em educação", disse Tigre. Desde 2007, o tema merece atenção especial da CNI, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). Juntas, as organizações desenvolvem o programa Educação para a Nova Indústria, voltado para a formação e qualificação profissional dos trabalhadores das indústrias. "A preocupação com a formação profissional não é só dos suecos, é nossa também," completou Tigre.

Nesta quarta-feira (24), o encontro entre dirigentes empresariais de Brasil e Suécia continuará, na sede da CNI em Brasília. Uma comitiva de 34 diretores de grandes empresas suecas tomará café da manhã com representantes da CNI e um grupo de parlamentares brasileiros e diretores de empresas como Volvo, Scania, SKF, Ericsson e Saab, a fabricante do caça Gripen NG, que é uma das concorrentes do processo de escolha dos novos aviões de combate da Força Aérea Brasileira (FAB).

Entre os temas em debate estarão as perspectivas de desenvolvimento da economia brasileira, as oportunidades de aproximação entre os dois países, as políticas e o clima para negócios e investimentos estrangeiros no Brasil e as relações comerciais entre Mercosul, União Europeia e Suécia.

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