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Oportunidades

Estudo aponta oportunidades para o design nas cidades-sede da Copa de 2014

O impacto econômico previsto da Copa do Mundo no PIB brasileiro é de R$ 86 bilhões e entre os potenciais segmentos beneficiados estão construção civil, infraestrutura, mídia, tecnologia da informação (TI), turismo e segurança. As informações fazem parte do estudo "Design nas Cidades da Copa de 2014: Oportunidades de Negócios", divulgado nesta terça-feira (25/9). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) realizaram, em Porto Alegre, um encontro com empresários gaúchos e entidades públicas sobre o tema.

O estudo foi desenvolvido pela consultoria espanhola Competitiveness e contratado pelo MDIC e pela Apex-Brasil. O objetivo é contribuir para a discussão relativa às oportunidades para o design brasileiro em função dos grandes eventos esportivos que se aproximam (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016). O encontro, na sede da FIERGS, reuniu empresários e representantes de órgãos públicos locais.

De acordo com o coordenador da Unidade de Inovação e Design da Apex-Brasil, Marco Aurélio Lobo Junior, o design é uma ferramenta essencial para a competitividade das empresas no mercado interno e externo. "Os grandes eventos que o Brasil irá sediar serão uma vitrine para gerar negócios e dar visibilidade aos produtos nacionais", destacou. As demandas de design, segundo um dos representantes da Competitiveness, Gustavo Augusto, devem estar centradas no usuário. "É preciso vender não apenas um produto ou um serviço, mas sim uma experiência", argumentou.

Inés Sagrario, também integrante da empresa espanhola, falou sobre como os empreendedores gaúchos podem se inserir na rede de fornecedores. para prover produtos e serviços antes, durante e depois dos macro-eventos esportivos a uma demanda mais exigente por qualidade, funcionalidade, sofisticação e sustentabilidade. Citou alguns dos segmentos do Rio Grande do Sul com potencial para adaptação a novos tipos de negócios e demandas para a Copa do Mundo e Olimpíadas, incorporando o design como agregador de valor: calçados, metalurgia, móveis, turismo, construção civil, alimentos e TIC. "Os eventos agendados significarão uma janela de 30 bilhões de visualizações da marca Brasil", reforçou.

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