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Exportações da indústria gaúcha recuam 18% em julho

No acumulado do ano, queda foi de 22%

As exportações do setor industrial gaúcho, responsáveis por 82% de tudo que é enviado pelo Estado ao exterior, atingiram US$ 1,2 bilhão em julho, registrando uma queda de 18% em relação ao mesmo período de 2008. Apesar dos recuos significativos das vendas, os números do Estado são melhores do que os verificados no restante do País, que deixou de embarcar 32%. "Ainda há muita oscilação nos resultados, o que não nos permite ter certeza se já estamos num movimento de recuperação. Em junho, por exemplo, tivemos um aumento de 6% nas exportações e agora em julho, apesar da forte retração, fomos melhores do que a média nacional", disse presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Os setores que mais sofreram com a desaceleração da demanda internacional foram Borracha e Plástico (-18%), Material de Transporte (-51%), Máquinas e Equipamentos (-49%), Couro e Calçados (-31%), Química (-26%) e Alimentos e Bebidas (-26%). Juntos, responderam por 50% da pauta externa da indústria do Estado. "Temos alertado que não é possível generalizar nem os resultados ruins, nem os bons indicadores que começam a surgir. A crise tem efeitos heterogêneos. E da mesma maneira, o término do período crítico também dependerá de cada segmento industrial", afirmou Tigre.

Assim como as exportações caíram menos em comparação com o Brasil, as importações seguiram o mesmo caminho. As compras recuaram 16%, em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a média nacional atingiu -34%. A retração no Estado está fortemente relacionada ao menor nível de atividade econômica, uma vez que são as compras de insumos que têm a maior queda: matérias-primas e produtos intermediários (-51%).

O Rio Grande do Sul está na quarta posição entre os Estados exportadores brasileiros. O primeiro lugar continua garantido por São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os principais destinos dos produtos industriais gaúchos em julho, a China manteve a primeira posição. O país asiático aumentou de 15,4% para 17,6% a sua participação, em comparação com o mesmo mês de 2008. A Argentina recebeu 9,6% dos embarques e obteve o segundo lugar. O terceiro ficou com Estados Unidos, que compraram 6,7%, uma redução de 43% nos pedidos, nessa base de comparação.

Janeiro a julho − No acumulado do ano, as vendas externas do setor industrial gaúcho caíram 22%, ante o mesmo período de 2008. Os únicos segmentos que apresentaram crescimento foram Refino de Petróleo (53%) e Fumo (15%). Já aqueles que tiveram os maiores desaquecimentos foram Metalurgia Básica (-66%), Material de Transporte (-49%) e Couro e Calçados (-38%).

As importações retrocederam 40%, impactadas, principalmente, pelos resultados de combustíveis e lubrificantes (-50%) e matérias primas e produtos intermediários (-48%).

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