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Exportações da indústria gaúcha recuam 24% em agosto

As exportações do setor industrial gaúcho, responsáveis por 82% de tudo que foi enviado ao exterior, atingiram US$ 1,1 bilhão em agosto, registrando uma queda de 24% em relação ao mesmo período de 2008. "Num momento em que os investimentos estão em baixa, o Estado é particularmente prejudicado por ser exportador de máquinas, equipamentos e material de transporte, que possuem um maior grau de tecnologia e inovação", disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, ao avaliar os resultados da balança comercial. Ele destaca que as vendas dos produtos com alta e média intensidade tecnológica caíram 37%, enquanto os itens não-industriais cresceram 15% em agosto.

De acordo com o presidente da FIERGS, diferentemente do que ocorre com as commodities, os produtos industriais enfrentam uma concorrência mais acirrada, além de possuírem um maior número de substitutos disponíveis no mercado. Outro entrave, explica Tigre, é a disseminação das barreiras comerciais, estimulada pela turbulência econômica global, nos principais mercados compradores do Rio Grande do Sul.

Os setores que mais sofreram com a desaceleração da demanda internacional foram Máquinas e Equipamentos (-57%), Química (-44%), Material de Transporte (-44%), Alimentos e Bebidas (-37%), Couro e Calçados (-34%), produtos de Metal (-34%), Borracha e Plástico (-29%) e Móveis (-27%). Juntos, responderam por cerca de 50% da pauta externa da indústria do Estado.

As importações recuaram 54%, em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a média nacional atingiu -38%. A retração no Estado está fortemente relacionada ao menor nível de atividade econômica, uma vez que são as compras de insumos que têm a maior queda: matérias-primas e produtos intermediários, ambos com -48,6%.

Entre os principais destinos dos produtos industriais gaúchos em agosto, a China manteve a primeira posição. O país asiático aumentou de 7,7% para 17,5% a sua participação, em comparação com o mesmo mês de 2008. Os embarques para a Argentina passaram de 9,3% para 12,1%, deixando o país vizinho com o segundo lugar. O terceiro ficou com Estados Unidos, que compraram 7%, uma redução de 36% nos pedidos, nessa base de comparação.

Janeiro a agosto − As vendas externas totais do Estado mostraram uma retração de 19% de janeiro a agosto, em comparação com o mesmo período de 2008, e atingiram US$ 9,6 bilhões. Apesar de negativo, o resultado é melhor do que o observado na média nacional (-25%). Assim, o Rio Grande do Sul manteve a terceira posição entre os Estados exportadores brasileiros. Mesmo com o forte impacto da crise mundial nos principais países compradores, os exportadores gaúchos agregaram novos mercados, passando de 193 para 196 destinos.

No setor industrial, que respondeu por 81% do total dos embarques gaúchos, a queda chegou a 23%. Os únicos segmentos que apresentaram crescimento foram Refino de Petróleo (63%) e Fumo (14%). Já aqueles que tiveram os maiores desaquecimentos foram Metalurgia Básica (-65%), Material de Transporte (-48%) e Máquinas e Equipamentos (-40%).

As importações na indústria retrocederam 40%, impactadas, principalmente, pelos resultados de combustíveis e lubrificantes (-50%) e matérias-primas e produtos intermediários (-48%). O saldo comercial brasileiro, de janeiro a agosto, atingiu cerca de US$ 20 bilhões, nessa base de comparação, e o Rio Grande do Sul contribuiu com 20% para a geração desse saldo.

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