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Exportações do Rio Grande do Sul crescem 13% em 2006

As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 13% de janeiro a novembro comparado ao mesmo período de 2005, chegando a US$ 10,7 bilhões. O Brasil teve um aumento de 17% nas vendas no período, alcançando US$ 125 bilhões. O Estado se consolida como o terceiro no ranking de exportadores, aumentando um pouco a diferença do quarto colocado (Rio de Janeiro, US$ 10,4 bilhões), que cresceu 41%. São Paulo, o primeiro colocado, cresceu 21% (US$ 41,6 bilhões) e Minas Gerais em segundo com 17% (US$ 14,2 bilhões). Os resultados foram divulgados pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre, nesta terça-feira (19). "O crescimento se deve principalmente à base de comparação baixa do segundo semestre do ano passado e ao aumento nas vendas para o exterior de produtos não industrializados", disse Tigre, lembrando que a indústria gaúcha aumentou as exportações em 6% no mesmo período.

Em novembro, o Rio Grande do Sul exportou 16%, crescimento superior ao registrado pelo Brasil (10%). Os setores que se destacaram em novembro foram alimentos e bebidas e química, além de produtos não industrializados. Entre os principais destinos das exportações gaúchas no acumulado do ano pode-se destacar China (soja e derivados) e Rússia (carnes) que compraram 75% e 150%, respectivamente, a mais que no mesmo período do ano passado. Os Estados Unidos continuam sendo o principal importador (US$ 1,6 bilhão), apesar de estar caindo sistemicamente. Argentina é o segundo colocado (US$ 995 milhões), seguida de China e Rússia (ambas com US$ 698 milhões).

No acumulado do ano, alimentos e bebidas também é o setor com melhor desempenho (+24%). Os segmentos de couros e calçados (2%) e química (9%) tiveram pequenas variações no período e máquinas e equipamentos foi, entre os que mais exportam, o que mais caiu (-13%). Outros setores, menos exportadores, também estão contribuindo para o aumento do saldo, como refino de petróleo (71%) e material elétrico e de comunicações (28%). Este aumento, porém, não é suficiente para elevar as exportações do Rio Grande do Sul em reais, conforme explica o presidente da FIERGS. "O crescimento nas vendas em dólar da indústria ainda se transforma em perda de receita de 8% (R$ 2 bilhões) quando convertidos para real", disse Tigre. No total das exportações gaúchas (com produtos não industrializados) essa perda diminui para 2%, com perda de US$ 500 milhões.

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