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Exportações gaúchas recuam 26,3% no segundo trimestre

As vendas externas do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 5,62 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma retração de 26,3% ante os mesmos meses do ano passado. Esse resultado foi puxado pela indústria, que registrou queda de -39,3% e somou US$ 3,25 bilhões. Nesse período em 2013, uma plataforma de petróleo de US$ 1,62 bilhão foi contabilizada como exportação. Sem essa operação extraordinária, a variação da indústria teria sido de -12,8%, o que, ainda assim, caracteriza um cenário preocupante: trata-se do pior desempenho nessa base de comparação desde 2009. "Setores representativos da nossa pauta de exportação têm encontrado dificuldades para manter a competitividade. Além disso, o agravamento do quadro econômico da Argentina, aliado ao crescimento moderado da demanda externa, deve fazer com que o segundo semestre seja bastante difícil para o comércio exterior gaúcho", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial.

De um total de 25 setores industriais, somente seis apresentaram alta no acumulado de abril a junho, enquanto 14 tiveram diminuição e cinco, estabilidade. Os destaques negativos foram Material de Transporte (-99,6%), Metalurgia (-71,0%), Tabaco (-37,7%), Produtos Químicos (-33,6%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-26,8%). O avanço em Coque e Derivados de Petróleo (158,8%), Couro e Calçados (12,3%) e Produtos Alimentícios (4,7%) impediu um resultado ainda pior do segmento industrial. Quanto aos produtos básicos (não-industrializados), a expansão atingiu 4,4%, somando US$ 2,3 bilhões.

Nessa base de comparação, em relação aos destinos das exportações gaúchas, a liderança ficou com a China (US$ 2,08 bilhões), ao elevar em 6,8% seus pedidos, principalmente de soja. A segunda posição foi ocupada pelos Estados Unidos (US$ 365,1 milhões), apesar de terem reduzido a sua demanda total para o Rio Grande do Sul em 25,6%, e também adquiriram basicamente soja. Na sequência veio a Argentina (US$ 340,5 milhões), mesmo tendo comprado 32,9% menos do que no ano passado. O país vizinho comprou veículos automotores.

As importações totais do Estado tiveram redução de -9,1% frente ao segundo trimestre de 2013, somando US$ 3,87 bilhões. Houve diminuição nas compras das categorias de uso ligadas à indústria: Bens de Capital (-21,8%) e Bens Intermediários (-11,8%).

Acumulado − As exportações gaúchas fecharam o primeiro semestre de 2014 com um recuo de -20,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, e totalizaram US$ 8,87 bilhões. Em relação à indústria a queda foi de 25,8%, somando US$ 6,14 bilhões. As maiores perdas ficaram concentradas nos setores de Material de Transporte (-99,1%), Metalurgia (-53,5%), Tabaco (-32,2%), Veículos Automotores (-24,5%), Químicos (-18,7%) e Produtos de Metal (-17,6%).

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