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Exportações industriais recuam 5,7% em julho

As exportações das indústrias gaúchas somaram US$ 1,32 bilhão em julho, uma queda de 5,7% ante o mesmo mês do ano passado. O setor, que respondeu por 66,15% do total das vendas externas do Estado, registrou a sexta retração consecutiva. "A retração nas vendas para os principais parceiros comerciais da indústria gaúcha, Argentina e EUA, contribuíram para essa desaceleração. Contudo, a crise de competitividade no setor é um processo que se verifica há mais tempo e decorre, especialmente, dos elevados custos de produção e logística frente aos concorrentes internacionais, além da falta de acordos comerciais do Brasil com outros novos mercados consumidores", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial.

Dos 25 setores industriais, somente sete apresentaram alta nos embarques, enquanto 12 diminuíram e seis ficaram estáveis. As principais desacelerações vieram de Tabaco

(-25,8%), Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias

(-23,0%), Máquinas e Equipamentos (-17,9%) e Produtos Alimentícios (-7,7%). Houve avanços em Coque e Derivados de Petróleo (300,0%), Couro e Calçados (14,0%) e Produtos Químicos (12,3%).

Apesar do resultado negativo nas indústrias, as vendas externas totais do Rio Grande do Sul atingiram US$ 2,0 bilhões em julho, o que representa um crescimento de 6,5% ante o mesmo período de 2013. O desempenho positivo foi puxado pelos embarques de commodities, que aumentaram 43,7% devido a maior demanda por soja.

Nessa base de comparação, em relação aos destinos das exportações gaúchas, a China garantiu a liderança (US$ 611,2 milhões) ao elevar em 57,3% seus pedidos, principalmente de soja. A segunda posição ficou com os Estados Unidos (US$ 142,4 milhões), apesar de terem reduzido a sua demanda para o Rio Grande do Sul em 9,6%, e adquiriram basicamente benzeno, butadieno e tabaco não-manufaturado. Na sequência veio a Argentina (US$ 131,1 milhões), mesmo tendo comprado 25% menos do que no ano passado. O país vizinho importou veículos automotores, gasolina e polietilenos.

Ainda em julho, as importações do Rio Grande do Sul tiveram redução de 14,6%, somando US$ 1,4 bilhão. À exceção de Combustíveis e Lubrificantes, que elevaram suas vendas em 33%, todas as categorias de uso sofreram retrações expressivas: Bens intermediários (-30,6%), Bens de Consumo (-29,9%) e Bens de Capital (-28,3%).

Acumulado − De janeiro a julho, as exportações gaúchas geraram US$ 10,86 bilhões, significando uma queda de -16,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Desde total, o setor industrial vendeu US$ 7,46 bilhões, uma perda de -22,9%. Os recuos mais expressivos foram em Metalurgia (-48,8%), Tabaco (30,8%), Veículos Automotores (-24,2%) e

Químicos (-14,1%).

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