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FIERGS alerta: quem vai pagar é a população

Economia

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) alerta que o tabelamento do frete e a reoneração da indústria deverá causar inflação e desemprego. O presidente em exercício da entidade, Cezar Müller, destaca que com a volta dos encargos as empresas terão que repassar os novos custos para o preço final, gerando inflação. “Os que não puderem repassar, por questões de concorrência, vão quebrar, causando desemprego”, ressaltou. “Em outras palavras: quem vai pagar é a população”.  

A FIERGS está defendendo a extinção da tabela dos fretes, cujos preços mínimos chegaram a ter elevação de 150%. “Além disso, é um intervencionismo econômico que veio tumultuar a liberdade de negociação das indústrias”, assinalou Cezar Müller.

A paralisação do setor de transporte rodoviário já causou perdas de cerca de R$ 2,9 bilhões em termos de faturamento do setor industrial do Rio Grande do Sul, sem incluir os custos para a retomada das atividades. “Esta estimativa fica ainda maior nas empresas exportadoras que tiveram cancelamentos e atrasos nas entregas”, afirma. Conforme Müller, as perdas são mais elevadas com o tabelamento do frete, que aumentam ainda mais os custos da logística para as indústrias.

A Fundação Instituto de Pesquisa já está prevendo que o Ìndice de Preços ao Consmidor - IPC - de junho deve ser de 0,57%, contra 0,19% em maio. “Este é o resultado estatístico dos aumentos de preços para a população, e a tendência é de agravamento, já que o Governo lançou para o setor industrial a conta das compensações da greve dos caminhoneiros”, disse Cezar Müller.