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FIERGS aponta dificuldades na competitividade da indústria com o aumento dos juros

Economia

"O novo aumento da Selic, em um momento de queda da produção industrial, vem no sentido de atravancar ainda mais a já lenta retomada do setor produtivo, uma vez que inibe os investimentos e a expansão da oferta, gerando ainda mais pressões de preços. O combate à inflação alta, que é reflexo de problemas estruturais, passa impreterivelmente por ajustes importantes das contas públicas, que devem ser feitos sem manobras contábeis e nem aumento dos impostos", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (10), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, passando de 8% para 8,50% ao ano.

O presidente da FIERGS destacou ainda que a atividade da indústria gaúcha permanece instável, alternando ao longo do ano períodos de crescimento e retrações. A queda mais recente ocorreu na passagem de abril para maio (-1,8%). Nos primeiros cinco meses de 2013, o emprego e a massa salarial, por exemplo, acumulam perdas de -1,1% e -0,2%, respectivamente.