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FIERGS avalia prejuízos ao crescimento da indústria com aumento de juros

"O aumento da Selic neste momento em que o PIB da indústria sofreu queda de 0,3% no primeiro trimestre do ano diminui ainda mais as expectativas de retomada de crescimento. Sabemos que sem estabilidade econômica e inflação controlada não há possibilidade de qualquer planejamento e expansão de longo prazo. Porém, o caminho de combate à inflação deve vir primeiro pela redução dos gastos públicos, do endividamento do governo e da carga tributária", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (29), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, passando de 7,50% para 8% ao ano.

O presidente da FIERGS destacou ainda que no ano passado a indústria de transformação brasileira apresentou a menor participação no PIB: 11,9%. "No Rio Grande do Sul, 2012 encerrou com o desempenho industrial repetindo 2011: apenas 0,3% de avanço, completando mais um período desfavorável ao setor fabril gaúcho", lembrou.

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