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Incidências de acidentes de trabalho caem no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul apresentou queda de 21,9% na taxa de incidência de acidentes de trabalho entre 2008 e 2011. O resultado é maior do que a média nacional, que registrou redução de 19,9% no mesmo período. A informação faz parte do levantamento Estatísticas de Acidentes de Trabalho no Brasil e no Rio Grande do Sul, desenvolvido pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE), da FIERGS. Os dados foram divulgados durante o workshop Prevenção: Ambiente de Trabalho Saudável, nesta terça-feira, na sede da entidade, promovido pelo Conselho de Relações do Trabalho e Previdência Social (Contrab) da FIERGS e pelo Sesi-RS. "Eventos como esse são importantes para informar empresas e funcionários que atuem de forma segura. Conforme as leis brasileiras, as empresas são as únicas responsáveis pelo assunto, então, vamos fazer a nossa parte", avaliou o vice-coordenador do Contrab, José Paulo Grings.

Em números absolutos, o Rio Grande do Sul teve 57,3 mil registros de trabalhos em 2011, o que representa uma queda de 9,5% em relação a 2008, quando eram 63,3 mil casos. "Estamos bem comparado com ontem, mas ainda temos muito a caminhar", destacou o engenheiro de Segurança e conselheiro do Contrab, Sérgio Ussan.

Apesar da redução, a taxa de incidência de acidentes na economia gaúcha ainda é maior do que na brasileira. No País, de cada 100 trabalhadores, 1,54 passaram pelo problema em 2011, enquanto que no Estado, o número é 1,96. Um dos fatores que ajudaria a explicar essa diferença é o maior grau de formalização do mercado de trabalho gaúcho em comparação com a média do Brasil.

Com um recorte nas indústrias gaúchas, a taxa de incidência no segmento de transformação apresentou considerável melhora em quatro anos − queda de 23,9%. Dos 24 setores, 10 tiveram redução superior a 25%, principalmente Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos (-40,8%), Couro e Calçados (-39,8%) e Metalurgia (-38,5%). A adoção obrigatória da Norma Regulamentadora 12 − Segurança em Máquinas e Equipamentos teve efeitos positivos sobre o setor metal-mecânico. No caso específico da construção civil, a taxa de incidência no mesmo período caiu 31,4%, de 3,38% em 2008 para 2,32% em 2011, e está se aproximando da média nacional (2,06%, em 2011).

Além da apresentação da pesquisa, foram realizadas palestras com os temas Ergonomia: a NR-17 na Prevenção de Acidente, Ambiente de Trabalho Saudável, Segurança e Saúde no Trabalho (SST) em Máquinas e Equipamentos e Aspectos Médicos da NR-35.

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