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Oportunidades

Indústrias gaúchas se preparam para oportunidades nos investimentos da Petrobras

Como as empresas podem aproveitar parte dos US$ 224 bilhões de investimentos que a Petrobras irá fazer até 2015 foi um dos assuntos abordados na palestra do diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto da Costa, na segunda-feira (10), promovida pelo Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). "Somente no Estado serão aplicados US$ 2,1 bilhões. Mas, o empresário deve pensar em fornecer para todo o Brasil e, até mesmo, para o mundo. Para isso, é preciso ser competitivo em qualidade, preço e prazo", disse Costa, destacando a tradição gaúcha em diversos segmentos, como o metal-mecânico.

Na abertura do encontro, o presidente em exercício da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, afirmou que o Comitê de competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da entidade vem atuando em conjunto com o governo estadual para "quadruplicar a participação gaúcha nas compras regulares do Sistema Petrobras, elevando de 2% para um patamar mínimo de 8%, em 2015". Segundo Petry, essa meta é viável pelo perfil do setor industrial no Estado e as tratativas continuarão para garantir a ampla inserção nos investimentos da estatal. "Temos qualidade, certificações internacionais e a tradição de fabricar produtos especiais sob encomenda", salientou.

Costa disse compartilhar dessa visão e enfatizou que US$ 1,6 bilhão dos recursos no Rio Grande do Sul será aplicado nas áreas de refino, transporte e comercialização, com destaque para a modernização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Também antecipou que a estatal estuda duplicar a capacidade de produção da refinaria da Innova, em Triunfo. Com isso, a unidade passaria de 250 mil toneladas/ano para 550 mil. Em relação à Refinaria Riograndense, em Rio Grande, garantiu que a unidade deverá trabalhar com produtos especiais e de alto valor agregado, pois a unidade é de pequeno porte.

"Trabalhamos para diminuir as importações de derivados e as vendas externas de petróleo bruto. O foco é agregar valor aos nossos itens de exportação e, para isso, precisamos de fornecedores ágeis e dispostos a pensar no médio e longo prazos", disse. Lembrou que a Petrobras mais que duplicará sua produção na próxima década. "Passaremos dos atuais 2,7 milhões de barris por dia para 6,4 milhões, até 2020. Atualmente apenas dois países superam essa quantidade, a Arábia Saudita e a Rússia. O Brasil estará entre os três maiores produtores mundiais", garantiu o diretor de Abastecimento.

O presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marcus Coester, lembrou a importância do conteúdo local, que prevê a contratação de bens e serviços nacionais pela Petrobras, para o desenvolvimento e fortalecimento do setor industrial brasileiro. Coester disse ainda que o Estado passa por uma nova realidade com a chegada dos investimentos nas áreas de petróleo, gás, naval e offshore. "O maior desafio é atrair para o o Estado os processos de alta qualidade desses segmentos".

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