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Intenção de investir é mais alta em 32 meses

Pesquisa

Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que avalia a intenção dos empresários gaúchos de investir nos próximos seis meses subiu, aponta a Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta terça-feira (31) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Ao atingir 49,7 pontos – foi de 47,1 na pesquisa anterior –, obteve o maior resultado desde fevereiro de 2015. Quanto mais alto o índice, que varia de 0 a 100, maior a propensão para novos investimentos. “Os investimentos tendem a responder tardiamente à retomada da economia. Por isso, o avanço ainda é tímido, mas o mais importante é que a tendência é de crescimento”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

Embora a Sondagem tenha mostrado uma redução da expectativa dos empresários, ela ainda projeta para os próximos seis meses a elevação da demanda (55 pontos, contra 57 no mês passado), por se manter acima da linha divisória de 50. A previsão é de incremento também nas exportações (caiu de 56 para 52,3 pontos) e nas compras de matérias-primas (52,1, contra os 53,8 pontos anteriores). Em relação ao emprego, a perspectiva é de redução, com 47,7 pontos.

Os resultados da Sondagem Industrial do RS de setembro mostraram reduções típicas para o mês da produção (46,5 pontos) e do emprego (49,3 pontos). Já a ociosidade das indústrias aumentou. O setor industrial do Estado operou com 66% de sua capacidade, dois pontos percentuais abaixo do registrado em agosto e 4,6 da média histórica do mês. O indicador de utilização da capacidade instalada (UCI), com 41,7 pontos, confirmou o uso inferior ao usual.

O resultado da pesquisa no indicador de estoques aponta que ele está acima do planejado pelas empresas, mas próximo do nível desejado: 51,3 pontos. Valores acima de 50 significam estoques além do previsto.

TRIMESTRE
A Sondagem relativa ao terceiro trimestre de 2017 revela que a insatisfação das empresas gaúchas com as margens de lucro (41,5 pontos) e a situação financeira (45,7 pontos) diminui gradativamente. Os indicadores foram os maiores desde o primeiro trimestre de 2014. Porém, as condições de acesso ao crédito permanecem muito difíceis. Com 35,4 pontos, praticamente repetiu o valor do trimestre anterior. 

Os empresários do setor opinaram sobre as dificuldades enfrentadas no terceiro trimestre de 2017. A elevada carga tributária e a demanda interna insuficiente foram consideradas os principais entraves, com 45,4% e 42,2% das assinalações, respectivamente. As taxas de juros elevadas (21,9% das respostas), a inadimplência dos clientes (21,9%) e a falta de capital de giro (19,1%) vieram na sequência.