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Investimento Anjo surge como possibilidade para alavancar a inovação da indústria

Economia e Negócios
Uma nova prática para fomentar o empreendedorismo de startups pode ser uma alternativa para estimular a inovação e o desenvolvimento de diferenciais para a tradicional indústria gaúcha. É o investimento anjo, efetuado normalmente por pessoas físicas, empreendedores já estabelecidos, e é destinado a empresas nascentes com alto potencial de crescimento. A modalidade começa a se tornar realidade no Estado e está sendo acompanhada pela FIERGS, por meio do Conselho de Inovação e Tecnologia.
 
Uma das características desse tipo de investimento é o envolvimento real de quem aplica o capital para promover a startup. “Para esses investidores, a lucratividade do negócio não é o único fator determinante no momento da escolha de investir, mas sim a busca por empreendedores com capacidade de criação e execução de negócios inovadores com elevado potencial de crescimento e lucro”, explica o coordenador do Citec, Ricardo Felizzola. “O investidor-anjo normalmente realiza seus investimentos localmente, próximo de onde mora, para acompanhar e prestar monitoria para as empresas iniciantes”, complementa.
 
Diferentemente das aceleradoras, que são formadas por fundos de investimento e desembolsam valores mais significativos em negócios em ascensão, o investidor-anjo atua na fase inicial do empreendimento, para ajudar a empresa a decolar após os primeiros passos, depois de já ter colocado a iniciativa no mercado. Embora recente, o universo de investidores anjos no País já alcançava 7.260 pessoas no final de 2015, segundo pesquisa realizada pela organização não-governamental Anjos do Brasil, criada para promover o empreendedorismo com inovação. Ao todo, eles devem somar investimentos de R$ 1,7 bilhão entre 2016 e 2017 e muitas vezes os valores são desembolsados por um pool de investidores para compor o capital.
 
O investimento-anjo não apoia apenas os negócios iniciantes, mas serve para alavancar as próprias empresas. O gestor do núcleo RS da Anjos do Brasil, Mark Woorhead, conta que uma modalidade em ascensão é o corporate venture. “São grandes grupos que lançam programas para promover startups em busca de soluções de inovação, redução de custos e busca de diferenciais competitivos”, detalha. É o exemplo de instituições financeiras, como Bradesco e Itaú, e também de empresas de outros segmentos, como a C&A, que está apoiando a plataforma Malha, para incubar 10 novas marcas de moda sustentável ao longo de um ano.
 
Anjos gaúchos
No Rio Grande do Sul, o investidor anjo é um formato que está apenas começando. A Anjos do Brasil reúne 12 pessoas no Estado que desempenham esse papel, mas a expectativa é de fazer essa experiência crescer. A FIERGS atua como incentivadora desse tipo de investimento. Em 2014, promoveu o Programa Gaúcho de Capital Inovador, conectando investidores e negócios nascentes. Agora, monitora as ações para a regulamentação do investidor anjo, proposta em consulta pública pelo Ministério da Fazenda e Receita Federal. Essa nova legislação e também as possibilidades de atuação dos investidores anjo serão detalhados para as empresas gaúchas no mês de março, em um evento promovido pelo Conselho de Inovação e Tecnologia da FIERGS, em parceria com a Anjos do Brasil.