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Inovação

Lei de Inovação do RS mobiliza indústria para desenvolvimento de projetos

A Lei Estadual de Inovação (PL 31/2009) foi aprovada na quarta-feira, por unanimidade, pelos deputados e gora será encaminhada para sanção da governadora Yeda Crusius. A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), por meio do seu Conselho de Inovação e Tecnologia, participou intensamente do processo de discussão e de elaboração do texto encaminhado à votação na Assembleia Legislativa. "O objetivo é estimular parcerias estratégicas para ampliar a autonomia tecnológica, a capacitação e a competitividade do Estado", afirmou o presidente do Sistema FIERGS, Paulo Tigre.

O texto da Lei, que autoriza o Executivo a instituir política de incentivos financeiros e fiscais, fundos ou linhas especiais de créditos, recebeu duas emendas dos parlamentares. Uma delas prevê algumas mudanças no próprio conceito de inovação e outra exige maior clareza na prestação de contas de quem receber os benefícios. O Rio Grande do Sul é o décimo Estado a contar com uma lei de incentivo à inovação tecnológica.

Para o Sistema FIERGS, a inovação é a base da eficiência, da otimização e do estimulo à competitividade e da renovação das empresas no curto, médio e longo prazos. Além de participar das discussões e contribuições estratégicas, como o caso do projeto da Lei de Inovação, a entidade conta com o IEL-RS e o Senai-RS para elaborar e implementar ações e produtos que promovam o desenvolvimento industrial gaúcho por meio da inovação.

A entidade também integra o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia e o Conselho de Planejamento da Cientec e apóia os programas reembolsáveis e não-reembolsáveis da Finep: Inova Brasil, Juro Zero e Pappe Subvenção, Primeira Empresa Inovadora (Prime) e Pesquisador na Empresa.

Outra frente de atuação da FIERGS é a participação no Fórum Temático de Inovação e Tecnologia da Agenda 2020, que durante os últimos três anos trabalhou para a implantação da Lei da Inovação do RS. O próximo passo será retomar o detalhamento dos projetos da Agenda, levando em conta a agilidade que o governo do Estado passa a ter a partir de agora. Entre as ações defendidas pela Agenda 2020 constam a necessidade da consolidação dos Arranjos Produtivos Locais e os Parques Tecnológicos, além de benefícios específicos para as micro e pequenas empresas do setor por meio de incentivos fiscais e linhas de crédito.

Livro ensina a planejar - Elaboração de Projetos de investimentos podem ser afetados por fatores econômicos, como uma crise financeira, políticos e até naturais, como catástrofes, mas os riscos são ainda maiores quando se trata de tecnologia. A inovação pode se mostrar inexeqüível ao longo de sua elaboração ou ainda ser atropelada pela concorrência que pode aparecer com algo similar antes da conclusão do processo de desenvolvimento. Essas dificuldades na execução de projetos são mostradas com detalhes no livro Projetos de Inovação Tecnológica − Planejamento, Formulação, Avaliação, Tomada de Decisões, de Joel Weisz, especialista em política e gestão de inovação tecnológica. Lançada pela Sociedade Pró-Inovação Tecnológica (Protec), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Senai e IEL, a obra apresenta técnicas de planejamento, formulação, avaliação e tomada de decisões para orientar empreendedores e empresas. O livro, de 179 páginas, está disponível no site www.iel.org.b e pode ser acessado gratuitamente.

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