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Maior número de dias úteis favorece a indústria em fevereiro

O crescimento de 4% na atividade da indústria gaúcha em fevereiro, em comparação com janeiro, não chega a caracterizar um revigoramento do setor no Rio Grande do Sul, aponta o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela FIERGS nesta quinta-feira (3). "Não há um indicativo de mudança no cenário, e o resultado positivo nem representa uma tendência. Parte reflete uma recuperação, após um fim de ano muito fraco, quando a atividade caiu 3,7% nos dois últimos meses de 2013", alerta o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, ao comentar o levantamento.

Um dos fatores que favoreceu esta melhora foi o calendário: diferentemente de outros anos, em 2014 o Carnaval não caiu em fevereiro. Com mais dois dias úteis no mês, a indústria produziu melhor. As pesquisas de março e abril, porém, devem revelar uma nova desaceleração, influenciadas pelos feriadões (Carnaval e Páscoa). "Portanto, não há um quadro definido de crescimento e, sim, de muita moderação", reforça o presidente da FIERGS.

A análise do IDI-RS demonstra que a alta em relação a janeiro foi puxada por todos os componentes do índice. Os indicadores das compras industriais e do faturamento real mantiveram a trajetória ascendente, registrando elevação de 6,7% e 4,7%, respectivamente. O mesmo ocorreu com as horas trabalhadas na produção (2%) e a utilização da capacidade instalada (1,3%), que cresceram em ritmo menos intenso. Esses resultados, todavia, foram insuficientes para recuperar integralmente as últimas quedas. No mercado de trabalho, o emprego industrial ficou estável e a massa salarial (2,5%) voltou a ganhar força.

Em relação o mesmo período de 2013, o IDI-RS cresceu 3,6%, também explicado em parte pelo calendário. Estes dois dias úteis a mais representam uma diferença de 11%.

No primeiro bimestre de 2014, cujo crescimento foi de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, os setores que mais contribuíram foram Alimentos (6,5%), Químicos e Refino de Petróleo (5,3%) e Máquinas e Equipamentos (2%). As maiores perdas vieram de Metalurgia (-15,3%), Veículos automotores (-2,2%) e Móveis (-1,9%).

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