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Momento é de preocupação para a indústria gaúcha

Pesquisa Sondagem Industrial foi divulgada pela FIERGS

Mesmo com o cenário econômico favorável, não foram poucos os problemas enfrentados pelas indústrias gaúchas no primeiro trimestre do ano, segundo a Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) divulgada pelo presidente da entidade, Paulo Tigre, nesta quinta-feira (22/5). De acordo com a pesquisa, as dificuldades ficaram mais concentradas na elevada carga tributária (na opinião de 69,9% dos entrevistados), na competição acirrada de mercado (50,6%) e no alto custo da matéria-prima (34,9%).

Nas grandes empresas, os principais entraves foram a taxa de câmbio e a carga fiscal (ambas com 70,6% das respostas) e os juros (41,2%) Já para os pequenos e médios empreendimentos, a competição acirrada de mercado e o elevado custo da matéria-prima predominaram entre os obstáculos. Apesar de ser satisfatório o volume atual de produção (54 pontos), com reflexos sobre o mercado de trabalho (59 pontos), as margens de lucro não respondem na mesma magnitude, e o resultado mostra preocupação entre os industriais (apenas 42 pontos de um total de 100).

Para os próximos seis meses, no entanto, a sondagem mostra que os empresários no Rio Grande do Sul estão otimistas, em especial no que diz respeito à demanda (62 pontos), que deverá vir do mercado doméstico, uma vez que a percepção dos resultados para as exportações, apesar de positiva, não está no mesmo patamar (52 pontos). O ambiente favorável sinaliza impactos também sobre o mercado de trabalho (57 pontos), indicando que as empresas devem continuar contratando. Em relação à compra de matérias-primas, o indicador chegou aos 59 pontos, a maior pontuação obtida para o primeiro trimestre desde 2005, um bom sinal que antecipa manutenção da atividade produtiva à frente.

A Sondagem Industrial é uma pesquisa trimestral qualitativa baseada nas respostas dos empresários de pequena, média e grandes empresas. Tem como objetivo coletar informações sobre a evolução da atividade da indústria de transformação gaúcha, além de identificar a percepção dos empresários sobre o presente e as expectativas sobre o futuro da sua empresa, setor e da economia. A pontuação varia de 0 a 100, e valores abaixo de 50 indicam pessimismo e, acima disso, apontam confiança na melhora do cenário.

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