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Momento é de recuperação para a indústria gaúcha

A indústria do Rio Grande do Sul retomou o crescimento da produção e o emprego parou de cair no setor, segundo a sondagem realizada trimestralmente pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e divulgada nesta quinta-feira (26). Os resultados são analisados no intervalo entre 0 e 100 pontos, sendo que abaixo de 50 as perspectivas e a evolução são negativas e acima, positivas.

No terceiro trimestre, após três quedas sucessivas, o índice de produção atingiu 54 pontos, indicando um crescimento na comparação com o trimestre anterior. A Sondagem Industrial mostra ainda que o número de empregados parou de cair no setor (51 pontos), ficando 16 pontos acima do registrado no primeiro trimestre de 2009, e depois de quatro avaliações seguidas de queda. "Todos estamos vendo que a indústria está dando seus primeiros sinais de recuperação através dos números da produção nos últimos meses. A melhora das expectativas, revelada nesta sondagem, é um sinal de que os industriais não só acreditam, como também estão agindo para tornar essa recuperação uma mudança efetiva e permanente", avaliou o presidente da FIERGS, Paulo Tigre.

Na avaliação dos industriais, a margem de lucro permanece ruim (39 pontos) e o acesso ao crédito também segue difícil (44 pontos). Este último item, embora tenha ficado 10 pontos acima da pesquisa anterior, está abaixo dos 50 pontos desde o primeiro trimestre de 2008. "É importante ressaltar que a pesquisa, apesar de positiva, mostra um cenário ainda permeado pelo mal desempenho de variáveis que são fundamentais para a dinâmica das indústrias e, portanto, da própria economia. A solução destas questões, entre elas o acesso ao crédito, é fundamental para colocar o setor industrial gaúcho novamente num elevado nível de competitividade", disse Tigre.

A expectativa para a evolução da demanda é positiva (60 pontos), principalmente para o mercado interno, já que os industriais continuam pessimistas (41 pontos) para as exportações. Em relação ao emprego para os próximos seis meses, eles apontam uma boa perspectiva (53 pontos), como resultado do esperado aumento da demanda e do fim do excesso de estoques.

O levantamento indica ainda que a elevada carga tributária é o principal entrave para a indústria gaúcha, com 62,9% das respostas, seguida pela competição acirrada (56,6%) e falta de demanda (46,2%). Diante da trajetória de valorização, o problema da taxa de câmbio volta a ganhar importância (34,3%), especialmente entre as grandes empresas, onde atinge 53,6% dos industriais que responderam a pesquisa.

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