AV. ASSIS BRASIL, 8787, SARANDI, PORTO ALEGRE-RS | TEL.: 51-3347.8787

Você está aqui

O ano de 2012

Economia

Os fatores que levaram à estagnação da economia brasileira em 2012 são uma combinação de baixa competitividade, crise internacional, redução do nível de investimento e maior endividamento das famílias, afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. Já a estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul fez com que o cenário se agravasse e ficasse pior em comparação com o do País. O avanço do Produto Interno do Bruto (PIB) do Brasil deverá ser de 0,9% em 2012 e o do Estado, -2,3%.

Apesar da desaceleração econômica, os dados do mercado de trabalho evidenciam a menor taxa de desemprego da história do Brasil, 5,7% na média entre janeiro e outubro. Ao longo do ano, menos empregos foram gerados e, ao mesmo tempo, observou-se uma retração acentuada na taxa de desemprego. A menor expansão da oferta de mão de obra tem possibilitado que o desemprego siga caindo, independentemente do grau de aquecimento da economia. Esse movimento pressiona aumentos de salários superiores à taxa de inflação e acende uma luz amarela quanto ao potencial de crescimento futuro.

Para o setor industrial o ano foi negativo. O resultado do PIB do primeiro semestre trouxe um fato que pode ser bastante preocupante: a indústria de transformação teve a menor participação no PIB brasileiro na história recente. Esse segmento representou 12,5% do PIB no segundo trimestre de 2012, sendo que no mesmo período de 1995, início da série histórica, essa participação era de 20,7%. No Rio Grande do Sul, a baixa oferta de produtos agrícolas, juntamente com elevados custos da mão de obra, diminuiu a capacidade de competir da indústria, e contribuiu para a queda do PIB do setor (-1,7%). Além, disso a crise mundial afetou mais o Estado, uma vez que a economia gaúcha é mais aberta do que a nacional.

Tanto a queda na participação da indústria quanto o menor nível de investimentos, destacou Müller, revelam que a economia brasileira não está se preparando para ser mais competitiva no longo prazo. As políticas governamentais não tiveram tempo suficiente ainda para os resultados de suas implementações.