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Para FIERGS, é preciso uma política fiscal consistente para manter a taxa de juros adequada

"O Brasil enfrenta uma conjuntura preocupante, em que a inflação está elevada e o crescimento econômico permanece muito baixo. Somente a adoção de medidas estruturais, que tornem o País mais competitivo e que devolvam a confiança dos agentes na economia brasileira, poderá reverter esse quadro. Além disso, só passaremos a conviver com taxas de juros e inflação mais compatíveis com o resto do mundo quando adotarmos uma política fiscal ativa no combate à inflação, com controle mais rigoroso dos gastos correntes", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (16), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que manteve a taxa Selic em 11,0% ao ano.

Em relação à Política Fiscal, o presidente da FIERGS lembrou que o resultado primário do setor público em maio ficou negativo em R$ 11 bilhões, o primeiro déficit da série histórica para o mês. No acumulado do ano, o superávit primário foi de R$ 31,5 bilhões, montante bem inferior à meta original determinada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (R$ 167,4 bilhões ou 3,1% do PIB).

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