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Para FIERGS, aumento dos juros prejudica setor industrial e não resolve o avanço da inflação

"Garantir a estabilidade da economia é, de fato, essencial para que as decisões de consumo e investimento continuem sendo tomadas. Entretanto, existem outras formas menos penosas à produção nacional, que sofreu em fevereiro a maior queda desde a crise de 2008. Uma delas, por exemplo, é o governo conter os gastos públicos", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (17), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 7,25% para 7,50% ao ano.

O presidente da FIERGS destacou ainda que o setor fabril já vem acumulando perdas. "No ano passado, a indústria de transformação brasileira apresentou a menor participação no PIB, apenas 11,9%", disse. No Rio Grande do Sul, lembrou Müller, 2012 encerrou com o desempenho industrial repetindo 2011: apenas 0,3% de crescimento, completando mais um período desfavorável à indústria gaúcha.

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