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Para FIERGS, empresas precisam sobreviver enquanto esperam mudanças estruturais

O Encontro Estadual da Indústria reuniu 130 industriais, nessa terça-feira (4), na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), para tratar das políticas de desenvolvimento dos governos estadual e federal. O presidente da entidade, Heitor José Müller, destacou que o principal desafio a ser superado é a compatibilização das demandas urgentes das empresas com as questões estruturais que formam o Custo Brasil. "Precisamos garantir a existência das organizações para que possam, mais adiante, solidificar seu crescimento com base nas mudanças estruturais do País", argumentou.

De acordo com os industriais, para a sobrevivência das empresas são necessárias ações urgentes para combater os problemas mais impactam na competitividade. Isso deve ser feito enquanto são processadas as mudanças estruturais da economia nacional e do Estado, tais como o câmbio, os juros, a carga tributária, a infraestrutura e os incentivos à expansão industrial. A posição do setor industrial gaúcho e as sugestões de aprimoramento do Plano Brasil Maior serão apresentadas no Encontro Nacional da Indústria, que será realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final de outubro, em São Paulo.

O vice-governador do Estado, Beto Grill, afirmou na abertura do evento que o Programa de Desenvolvimento Competitivo do Rio Grande do Sul está baseado em expandir e fortalecer o setor produtivo. Para isso, o trabalho está baseado em três pilares: apoiar os setores econômicos tradicionais; dar condições de expansão para aqueles que formam a nova economia, como a indústria oceânica; e investir nas Redes de Cooperação. "Apostamos na capacidade dos nossos empresários de agregar valor aos produtos, de investir e gerar empregos. Queremos manter um diálogo permanente com todos", disse Grill. O secretário do Desenvolvimento, Mauro Knijnik, garantiu que no médio prazo ações concretas ajudarão a diversificar o parque fabril gaúcho. Também relatou que estão na Assembleia Legislativa medidas de combate à guerra fiscal.

O Plano Brasil Maior foi detalhado pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos. "Temos condições plenas de passarmos de País periférico no mundo para um País de liderança econômica. Esse é o modelo que buscamos", salientou. Ele respondeu aos questionamentos dos industriais e ouviu sugestões de aprimoramento. Entre as diretrizes do Plano Brasil Maior deu ênfase para o fortalecimento das cadeias produtivas fragilizadas nas exportações, a criação de novas competências tecnológicas e de negócios, o desenvolvimento das cadeias de suprimentos de energias, a diversificação de mercados internacionais e de produtos exportados e a consolidação da economia do conhecimento natural (biodiversidade).

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