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Para os gaúchos, carga tributária chegou ao limite

Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) identificou que na opinião dos gaúchos a carga tributária chegou ao limite. Para 92,9% dos entrevistados, as taxas e os impostos pagos são considerados muito elevados. "Isto mostra que o debate da recriação da CPMF deveria ser substituído pela imediata discussão em torno da Reforma Tributária. O levantamento realizado consolida essa percepção e reforça que não se justifica estreitar o foco de discussão em torno da volta de um tributo. A sociedade tem dado sinais claros de que deseja um novo sistema fiscal", afirmou o presidente da FIERGS, Paulo Tigre, nessa quinta-feira (11).

De acordo com o industrial, a pesquisa de opinião pública foi encomendada pela FIERGS com o objetivo de verificar o pensamento da sociedade em relação à tese da entidade de rejeitar os aumentos de impostos e defender, isto sim, uma reforma que reduza a carga tributária através da ampliação do universo de contribuintes e da simplificação de procedimentos. O levantamento foi feito pelo Instituto Methodus, em 30 municípios do Estado, aplicando 1.500 entrevistas.

Apenas 6,2% dos pesquisados entendem que a carga atual é adequada. Os resultados também mostraram que os consumidores desconhecem o que pagam de imposto em cada produto adquirido. Mas, em uma hipotética compra de R$100,00 de alimentos, atribuíram a incidência de impostos de 26% a 40%, o que se assemelha ao patamar da carga tributária brasileira sobre o PIB , que seria de 39%.

Numa outra hipótese levantada pela pesquisa, caso os impostos fossem reduzidos em 30%, os gaúchos se mostraram mais inclinados a poupar essa "sobra" de dinheiro: 42,7% responderam que poupariam; 28,5% quitariam dívidas; e 27,3% consumiriam mais.

O trabalho também mostrou que a transparência dos impostos pagos seria muito bem-vinda, pois o destaque dos tributos na Nota Fiscal de compra foi aprovada por 85,2% dos entrevistados.

Quanto às prioridades para os governos aplicarem os recursos já retirados dos contribuintes, a pesquisa identificou em primeiro lugar a saúde, com 89,8% das respostas; seguida da educação, com 80,4%, e a segurança, com 56,5% .

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