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Responsabilidade Social

Para ser sustentável, uma sociedade precisa ser totalizante

O filósofo e educador Bernardo Toro afirmou que para ser sustentável, uma sociedade precisa ser totalizante, isto é, para todos. Ao encerrar o Congresso Internacional de Responsabilidade Social Empresarial, o colombiano destacou que a educação pode ser um mecanismo de transformação social. "É necessário uma educação pública forte, onde os filhos dos empregados frequentem a mesma escola dos filhos dos patrões", salientou. Ele acredita que seja necessária uma integração entre Estado, empresas e sociedade civil. "A sociedade civil tem poder de legitimar o Estado e as empresas", lembrou. O Congresso Internacional de Responsabilidade Social Empresarial é promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Sesi-RS e Centro Internacional de Negócios (CIN-RS) no âmbito do Programa Al-Invest IV, em parceira com a Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais.

Toro enfatizou que o primeiro passo para superar a pobreza é a organização. "A organização converte os indivíduos em atores sociais para proteger, consertar e fazer converger interesses", disse ele. Quanto maior o número de transações e contratos dos atores sociais, mais forte é o tecido social que forma a sociedade. "Uma sociedade sã e sustentável acontece quando os diferentes espaços buscam um projeto ético (social de direito, dignidade humana e ética de cuidados", ressaltou. "Juntos, Estado, empresas e a sociedade civil organizada acabam assim tendo condições de combater a pobreza extrema e de procurar reduzir as desigualdades. Afinal, a igualdade não é possível, mas a eqüidade é. E isso depende de nós", finalizou Toro.

Pela manhã, o professor da PUC-SP e economista, Ladislau Dowbor, disse que a mudança a ser feita é de governança, não só política, mas também econômica e social. "E neste contexto há inúmeras tecnologias sociais disponíveis que ajudariam muito a reduzir os grandes problemas do planeta". Dowbor afirmou ainda que há inúmeras soluções de cientistas on line e acessíveis gratuitamente. "O conhecimento não tira nada de ninguém, e todos ganham", disse ele que defende o wi-fi urbano gratuito, generalizando o acesso ao conhecimento. "A população mundial cresce um país por ano. Precisamos aprender a consumir de forma sustentável", lembrou. O aquecimento global, a concentração de CO² , o aumento do consumo de petróleo e de veículos motorizados, o uso da água, a perda de florestas, são temas que preocupam a humanidade. Ele diz que as novas tecnologias e opções de políticas adequadas devem permitir o uso de recursos naturais de forma sustentável e que o grande desafio está na redução da desigualdade. O professor lembrou que as novas tecnologias e opções de políticas adequadas devem permitir o uso de recursos naturais de forma sustentável e que o grande desafio está na redução da desigualdade. "Não podemos nos civilizar permanecendo neste grupo dos dez países mais desiguais do planeta. É eticamente errado, economicamente burro, e politicamente insustentável", acredita.

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