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Pesquisa da FIERGS revela que indústria recupera parte da perda provocada por greve dos caminhoneiros

Pesquisa

Passado o forte impacto provocado pela greve dos caminhoneiros, a Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta quarta-feira (25) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), mostra uma significativa evolução da atividade em junho na comparação com o mês anterior. O indicador de produção ficou em 53,5 pontos, um grande aumento em relação a maio (37,7). Foi a primeira elevação para o período desde o início da série, em 2010. A melhora, porém, representa apenas um ajuste depois do colapso da paralisação.  

Junto com o crescimento da produção, a diminuição da ociosidade e a normalização dos estoques igualmente apontam para recuperação na atividade. Os dois indicadores que medem o grau de ociosidade da indústria subiram: o índice da Utilização da Capacidade Instalada (UCI) Usual passou de 35,7, em maio, para 43,7 pontos, em junho. Mais próximo da linha dos 50 pontos (a Sondagem varia de 0 a 100), significa que se aproxima do normal. O nível de UCI, no mesmo sentido, aumentou de 63% para 67%. Em relação aos estoques, eles caíram além do programado pelas empresas, eliminando o grande excedente após a crise dos caminhoneiros: os índices de evolução mensal e em relação ao planejado foram de 47,5 e 48,3 pontos, em junho.

Em sentido oposto à recuperação da atividade industrial de junho, o indicador de emprego registrou 47 pontos no mês, mostrando ritmo de queda maior ante maio (48,7).

Já no segundo trimestre de 2018, a Sondagem revelou que alta carga tributária (36,6% das respostas), demanda interna insuficiente (30,3%) e falta ou custo demasiado da matéria-prima (30,3%) foram os principais problemas sentidos pelos empresários gaúchos consultados. Na comparação com os primeiros três meses de 2018, a carga tributária e a demanda interna caíram 3,3 e 7,3 pontos percentuais, respectivamente, enquanto a matéria-prima cresceu 4,9. Um resultado significativo foi apontado também em dificuldades na logística do transporte (26,9%) e taxa de câmbio (25,6%).

O levantamento, realizado entre 2 e 13 de julho, mostrou que, com relação à margem de lucro operacional das empresas (39,3 pontos), houve uma elevação da insatisfação relativamente ao primeiro trimestre, mas uma estabilidade no caso da situação financeira (47,5 pontos). No mesmo período, as dificuldades de acesso ao crédito (38,8 pontos) se intensificaram.



 
EXPECTATIVAS
Entre as 238 empresas ouvidas na pesquisa (61 pequenas, 89 médias e 88 grandes) em julho, o sentimento para os próximos seis meses é de um maior otimismo na comparação com junho. Aumentaram os índices de demanda (de 56,4 para 57,2 pontos), de exportações (56,4 para 57,2) e de compras de matérias-primas (de 54,3 para 54,6 pontos), revelando, acima de 50, expectativas de crescimento. Já o índice de emprego subiu de 48,1 para 49,2 pontos, mas ainda denota perspectiva de queda. Por fim, a intenção de investir no mesmo período caiu pelo terceiro mês seguido, de 49,6 para 47,2 pontos. O grupo de empresas que desejam investir é minoritário: são 44%, ante 56% que não pretendem. Mais informações em www.fiergs.org.br/pt-br/economia/indicador-economico/sondagem-industrial.