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Pesquisa no Estado revela que 47% das empresas estão aptas a abrir capital

A pesquisa realizada entre junho e outubro, em parceria entre a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), BM&FBovespa e Fundação Dom Cabral, mostra que 47% das empresas pesquisadas já estão em condições de entrar no mercado de capitais. "Isto não quer dizer que os outros 53% não são aptos, mas que com pequenos ajustes poderão ingressar neste mercado", disse a professora da Fundação Dom Cabral, Virgínia Izabel de Oliveira, durante a divulgação na quinta-feira (11).

As 75 empresas da amostra foram ouvidas sobre perfil, gestão, finanças, governança corporativa e visão sobre o mercado de capitais. Deste total, 74% são de indústria de transformação e comércio. "Há empresas que estão bem estruturadas, mas que ainda não querem abrir seu capital", salientou. A pesquisa mostrou que 11 empresas tinham intenção de abrir o capital em até dois anos e 24, entre dois e cinco anos.

O coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia da FIERGS, Ricardo Felizzola, destacou que o acesso a capital é fundamental para um ambiente competitivo. "Acho que já avançamos muito no Rio Grande do Sul em relação à gestão. E neste ponto as empresas se dão conta de que para crescer é preciso capital", analisou. O diretor de Relações com Empresas da BM&FBovespa, João Batista Fraga, disse que este é o primeiro passo de uma relação entre as empresas e a BM&FBovespa. "Estabelecemos uma relação que poderá dar apoio a empresa sempre que ela precisar, tanto na ajuda a sua competitividade, como nos pilares de gestão e transparência", lembrou.

Entre as empresas pesquisadas, 49% já fizeram algum movimento em relação à abertura de capital e 81% acreditam que a principal vantagem é o maior acesso a capital para investimentos. Quanto à disposição em abrir capital, 69% estão dispostas, sendo que 51% esperam fazê-lo nos próximos cinco anos.

Sobre as desvantagens foram citadas alto custo para abertura e manutenção da companhia aberta (23%), perda de flexibilidade na tomada de decisão (13%), perda de controle (13%) e burocracia (12%).

Os resultados mostram ainda que 61% possuem gestão familiar e 85% têm controle acionário familiar. As maiores ameaças citadas pelas empresas da amostra são aumento da concorrência informal, o custo da matéria-prima e o câmbio. Com relação às oportunidades, foram elencados o aumento da demanda e da renda e a expansão do crédito para consumo.

Com relação a resultados financeiros, 92% das empresas fazem de alguma forma análise de seus investimentos, e 48% utilizam plano de negócios com fluxo de caixa descontado. Em governança corporativa, 93% das entrevistadas possui diretoria e em quase 50% das empresas uma mesma pessoa participa de mais de uma instância de decisão e 66,67% disseram que há disposição em compartilhar decisões. Além disso, 88% afirmaram que se dispõem a prestar contas dos atos administrativos de forma contínua.

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