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Política de SST precisa estar ligada à alta direção das empresas

A cada dia, 43 pessoas, em média, deixaram de retornar ao trabalho por conta de morte ou invalidez permanente ao longo de 2009, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. Para evitar que esses números cresçam, tão importante quanto investir em Saúde e Segurança no Trabalho (SST) e na conscientização dos funcionários, é necessário que essa política de prevenção esteja vinculada à alta direção da empresa e faça parte do foco de gestão da administração. A ideia é de Luísa Tania Elesbão Rodrigues, engenheira civil e de segurança do trabalho e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). "O que ainda não ocorre na maior parte das companhias no Brasil, pois o departamento de SST não tem autonomia, está subordinado a outras áreas, como de Recursos Humanos", relata ela, que foi uma das palestrantes do seminário Impactos da Legislação Trabalhista, Previdenciária e Ambiental para Empresas, com o apoio do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência Social (Contrab) da FIERGS, na sede da entidade nesta sexta-feira.

O advogado Júnior Eduardo Arnecke reforçou que o foco precisa ser a prevenção, por meio de um plano de ação que conscientize os funcionários sobre a importância de evitar acidentes. "Não basta um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) estático e burocrático, sem que faça parte da filosofia da empresa", destaca Arnecke. Entre os benefícios de investir em precaução listados por ele estão retorno financeiro para o empregador, reconhecimento dos trabalhadores pelo padrão ético da empresa e melhoria das contas da Previdência Social.

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