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Problemas de logística estão entre os maiores entraves da competitividade da economia

Os problemas e os custos de logística estão entre os gargalos mais relevantes para a competitividade da economia do Rio Grande do Sul. "Para se ter uma ideia, é mais caro levar um produto de Santa Rosa para Rio Grande, do que de Rio Grande para Xangai", afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, que destacou essas e outras questões durante a reunião-almoço da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (Aicsul), em Novo Hamburgo, nesta quinta-feira (14).

Ele lembrou a importância do setor de couros e peles para a economia do Estado e do Brasil, que, hoje, ocupa o 5º lugar entre os semimanufaturados exportados pelo Brasil e o 18º entre todos os produtos vendidos pelo País ao exterior, segundo dados da Aicsul. "Atualmente, temos uma conjugação adversa resultante da inserção internacional. Perdemos mercados externos em função das crises no mundo e também parcelas do mercado interno brasileiro pela presença de produtos importados", avalia Müller. Na tentativa de reverter esse quadro, o caminho é a busca por um sistema tributário menos pesado, combinado ao aumento da produtividade. Mesmo com esse cenário, a visão é de otimismo em relação a 2013.

Müller destacou o levantamento realizado pela FIERGS com 23 segmentos industriais, no qual apenas quatro previram queda da atividade neste ano − incluindo o couro. Entre as justificativas para essa visão positiva estão a desoneração da folha de vários setores, redução de alguns tributos, das taxas de juros e ações setoriais como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). "O Brasil está no rumo certo, talvez a passos lentos. Entidades setoriais, como a Aicsul, somando-se à FIERGS, e nosso trabalho junto à CNI, certamente terá resultados importantes no decorrer deste ano", concluiu.

O presidente-executivo da Aicsul, Moacir Berger de Souza, informou que o setor de couro e peles registrou queda de 23% nas exportações em 2012, mas que nos dois primeiros meses deste ano as perdas foram recuperadas. Já o presidente do Conselho Diretor, Luis Eduardo Fuga, reforçou a importância da união de esforços da cadeia produtiva, inclusive dos sintéticos. "As exportações de boi vivo aumentam e caem as de calçados, quando o caminho deveria ser o inverso. Precisamos nos unir para reverter essa situação", avaliou.

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