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Produção e consumo sustentável são debatidos na FIERGS

Produção e consumo sustentáveis foi o tema do encontro realizado nessa sexta-feira (30) na FIERGS. O seminário teve como objetivo envolver todos os segmentos econômicos e sociais na busca pela sustentabilidade das cidades brasileiras. Educação para o consumo, resíduos sólidos, compras públicas e construções estiveram em pauta. "Todos integram o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2011, para articular as principais políticas ambientais e de desenvolvimento do País com as demais ações governamentais. O plano faz parte do compromisso assumido pelo Brasil, em 2007, no Processo de Marrakesh, coordenado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas", afirmou o presidente do Instituto Cidade Sustentável, Paulo Sérgio da Silva.

O seminário foi promovido pelo Instituto Cidade Sustentável (ICS) e integra um ciclo de encontros que deve acontecer em mais cinco cidades brasileiras (Brasília, Salvador, São Paulo, Manaus e Belo Horizonte). A iniciativa contou com a parceria do Ministério do Meio Ambiente, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da FIERGS. "Uma das grandes metas dos seminários é servir como revisor destes assuntos, preparando e auxiliando o governo brasileiro a escolher os temas estratégicos que farão parte do segundo ciclo de implantação do PPCS, que irá de 2015 a 2018", anunciou Silva.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, reforçou que é neste contexto que a CNI e a FIERGS reafirmam seu papel de liderança e representatividade na disseminação de novas tecnologias, processos e melhores práticas no setor industrial. "A FIERGS tem compromissos históricos com esse tema. Ainda na década de 90, esta Federação foi a primeira a criar um Conselho de Meio Ambiente. Estas proposições demonstram a nossa disposição para o diálogo e o debate técnico, pavimentando o caminho do bom senso nas relações do setor produtivo com os órgãos de fiscalização e controle ambiental", argumentou.

O diretor de Produção e Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Ariel Pares, salientou que a questão ambiental para o desenvolvimento não deve ser vista como uma restrição, mas sim como uma variável. "As compras públicas sustentáveis, por exemplo, são instrumentos de promoção das políticas ambientais em complemento à tradicional política de comando e controle. O novo modelo representa mudança do padrão de execução de políticas públicas ambientais, espelhando, inclusive, um movimento que acontece em todo o mundo. Estas proposições demonstram a nossa disposição para o diálogo e o debate técnico, pavimentando o caminho do bom senso nas relações do setor produtivo com os órgãos de fiscalização e controle ambiental", enfatizou. O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sérgio Monforte, destacou os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e lembrou que "ainda é preciso avançar na definição de um marco legal e de incentivos que fomentem ações de produção e consumo sustentáveis".

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