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Prova de eficiência

Dando sequência ao trabalho de inclusão social que o Senai vem realizando em todo o Brasil, este ano a Olimpíada do Conhecimento pela primeira vez conta com quatro ocupações para deficientes. São elas: Tecnologia da Informação para deficientes visuais, Panificação para deficientes intelectuais, mecânica de automóveis para cadeirantes e costura para deficientes auditivos. No total são 36 jovens que participam da competição. As provas, como explica a gestora nacional do Programa Senai de Atividades Inclusivas, Adriana Bertoldi, foram elaboradas com base nas qualificações exigidas pelo mercado de trabalho e nos avanços tecnológicos, mas respeitando os limites de cada modalidade. "As soluções e oportunidades de profissionalização são orientadas pelo princípio do respeito à diversidade, por meio de metodologias apropriadas, tecnologias assistivas e recursos de acessibilidade", explica ela. "O Senai potencializa a eficiência das pessoas e não as deficiências", defende.

O gaúcho Frederico Júnior Chaves está participando das provas de panificação. "Tô adorando", vibra ele. A mãe, Maria de Lourdes Chaves, que o acompanha na competição, afirma que tudo está sendo "maravilhoso". "Cada etapa que ele supera é um avanço e uma vitória", comemora. Frederico está desde maio no Senai, onde treinou três vezes por semana nos primeiros três meses. "Depois passamos para duas vezes na semana", conta Maria de Lourdes.

Avaliador líder em TI para deficientes visuais, Flávio Santos, salienta que encontrou mais dificuldades com os avaliadores do que com os alunos. "Eles achavam que eles não conseguiriam fazer algumas tarefas e eu sabia que poderiam", comenta. Santos que treinou duas meninas da Paraíba, sendo uma deficiente visual, alega que não há diferença no aprendizado delas. Nes ocupação o mineiro Ricardo Oliveira está treinando desde junho no Senai. E é lá que ele quer permanecer. "Faço TI porque gosto e quero ser professor da rede Senai", afirma.

Quem também está adorando a oportunidade de participar de uma Olimpíada do Conhecimento é o paraíbano Lindenberg do Nascimento, de 23 anos. Vítima do tiro de um "conhecido de infância", Linderberg perdeu a mobilidade das pernas aos 16 anos. "Como eu sou ciclista resolvi procurar o Senai para adaptar minha bicicleta", disse. Mas ao chegar na escola, foi convidado a participar de um curso gratuito de mecânica de automóveis. "Eu nem gostava de carro, mas como era uma oportunidade, resolvi topar", observa. Após dois meses de curso, porém, começou a se interessar mais, perguntar mais. E, sozinho, adaptou seu Fiat 147 para poder dirigí-lo. Agora, segundo ele, tem mais uma oportunidade de continuar trabalhando na nova profissão.

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