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Queda dos juros melhora condições de financiamento, afirma FIERGS

Economia

"A taxa de juros no Brasil está se reduzindo e, aos poucos, levando o País a condições de financiamento mais razoáveis. No entanto, para isso ser persistente e, especialmente, salutar, o governo precisa aumentar a eficiência de seus gastos", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária. O Copom diminuiu, nesta quarta-feira (22), a Selic, de 9,25% para 8,75%.

Um país que gasta de forma eficiente, segundo Tigre, tem mais condições de reduzir sua dívida e, ao mesmo tempo, estimular o crescimento da economia, "dois fatores que contribuem para a queda dos juros no longo prazo". Outras preocupações que prosseguem, destaca o industrial, são as expectativas inflacionárias em ascensão e a persistência da inflação. "Nos últimos meses a atividade econômica desacelerou muito no Brasil, enquanto os preços caíram em proporções menores. Apesar de baixa, a inflação persiste, o que pode influenciar de maneira decisiva a posição do Copom em frear a queda da Selic", alerta Tigre.

O presidente da FIERGS lembra que a taxa de juros real na economia brasileira está próxima a 4,5% ao ano, uma das mais baixas de sua história recente. "O novo desafio do Brasil é justamente adequar os diversos condicionantes da economia brasileira, por exemplo a remuneração da poupança, a essa nova realidade".

As próximas reuniões do Copom estão agendadas para os dias 1º e 2 de setembro.

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